CONSUMO DE ALIMENTOS ORGÂNICOS E SEU IMPACTO NA PROGRAMAÇÃO METABÓLICA E NOS PRIMEIROS 1000 DIAS DE VIDA - Atena EditoraAtena Editora

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CONSUMO DE ALIMENTOS ORGÂNICOS E SEU IMPACTO NA PROGRAMAÇÃO METABÓLICA E NOS PRIMEIROS 1000 DIAS DE VIDA

É de amplo conhecimento que os alimentos não orgânicos são produzidos com uso de insumos sintéticos e que toda a população está suscetível à exposição aos agrotóxicos, estes, por sua vez, podem ser fontes de diversos malefícios atribuídos à saúde. Portanto, os alimentos orgânicos, além de minimizar essa exposição, também podem ser fonte de maiores benefícios à saúde, devido a sua forma de produção que garante maior disponibilidade dos nutrientes em sua íntegra. Visto isso, o objetivo deste artigo é comparar, por meio de uma revisão narrativa, se o consumo de alimentos orgânicos pode ter um impacto positivo superior na saúde considerando a programação metabólica e os primeiros mil dias de vida da criança, em relação ao consumo de alimentos não orgânicos. Este trabalho constitui uma revisão narrativa realizada entre 27 de agosto e 10 de novembro de 2025, cuja coleta de dados consistiu na busca de artigos em bases de dados eletrônicas, considerando critérios de inclusão e exclusão para a escolha. Os estudos revisados evidenciam que o consumo de alimentos orgânicos durante a pré-concepção, gestação e lactação está associado a menor exposição a pesticidas e metais pesados, melhora do perfil nutricional materno, maior ingestão de folato e ácidos graxos essenciais, além de impactos positivos em marcadores de saúde infantil, enquanto a alimentação complementar orgânica está relacionada às características familiares e estilos de vida mais saudáveis. Apesar desses achados, os resultados ainda são limitados pela acessibilidade dos produtos orgânicos e pela escassez de estudos longitudinais. Conclui-se que o consumo de alimentos orgânicos durante os primeiros mil dias de vida apresenta potencial benefício em relação aos não orgânicos, embora as evidências disponíveis ainda sejam limitadas e insuficientes para confirmar um impacto superior.
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CONSUMO DE ALIMENTOS ORGÂNICOS E SEU IMPACTO NA PROGRAMAÇÃO METABÓLICA E NOS PRIMEIROS 1000 DIAS DE VIDA

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.17825151010

  • Palavras-chave: Alimentos Orgânicos; Alimentos Convencionais; Alimentação Orgânica; Introdução Alimentar; Período de 1000 Dias; Programação Metabólica; Alimentação de Crianças; Alimentação de Gestantes.

  • Keywords: Organic Food; Food Introduction; First Thousand Days of Life; Metabolic Programming; Feeding Children; Feeding Pregnancy

  • Abstract: It is widely known that non-organic foods are produced using synthetic inputs and that the entire population is susceptible to exposure to pesticides, which, in turn, can be sources of numerous harm attributed to health. Therefore, organic foods, in addition to minimizing this exposure, can also be a source of greater health benefits, due to their form of production that ensures greater availability of nutrients in their entirety. Given this, the objective of this article is to compare, through literature analysis, whether the consumption of organic foods can have a higher positive impact on health considering the metabolic programming and the first thousand days of the child's life, in relation to the consumption of non-organic foods. This work constitutes a narrative review carried out between August 27 and November 10, 2025, whose data collection consisted of searching for articles in electronic databases, considering inclusion and exclusion criteria for the choice. The reviewed studies show that the consumption of organic foods during preconception, pregnancy and lactation is associated with lower exposure to pesticides and heavy metals, improved maternal nutritional profile, greater intake of folate and essential fatty acids, as well as positive impacts on child health markers, while organic complementary feeding is related to family characteristics and healthier lifestyles. Despite these findings, the results are still limited by the accessibility of organic products and the scarcity of longitudinal and experimental studies. It is concluded that the consumption of organic foods during the first thousand days of life has a potential benefit over non-organic food, although the available evidence is still limited and insufficient to confirm a greater impact.

  • Giovana Nunes Justi
  • Raquel Peterle Maganhi
  • Rúbia de Souza Miranda
  • Lara Onofre Ferriani
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