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Autoeficácia e práticas profissionais no contexto da violência sexual infantil

A violência sexual contra crianças e adolescentes  permanece como um problema crítico de saúde pública no Brasil, com alta notificação recente e características que desafiam a proteção integral como maior vitimização de meninas e ocorrência frequente no âmbito de vínculos próximos, além de impactos psicossociais e biológicos relevantes. À luz da Lei 13.431/2017, a VSI abrange diferentes formas de violação e exige uma resposta intersetorial qualificada. Este capítulo discute como condições de trabalho exigentes, lacunas de capacitação, ausência de procedimentos claros e fragilidades na atuação em rede podem comprometer o acolhimento e os encaminhamentos, elevando o risco de revitimização e sobrecarga emocional dos profissionais. Com base na Teoria Social Cognitiva, argumenta-se que a avaliação da autoeficácia (e, quando pertinente, da eficácia coletiva) pode funcionar como indicador estratégico do preparo técnico, do suporte institucional e de necessidades formativas, contribuindo para o aprimoramento de práticas e políticas públicas. A análise apoia-se em pesquisa bibliográfica de artigos, boletins, legislações e documentos oficiais brasileiros, e aponta caminhos de intervenção ancorados em experiências de domínio, modelagem, persuasão verbal e regulação emocional no trabalho.
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Autoeficácia e práticas profissionais no contexto da violência sexual infantil

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.93525241010

  • Palavras-chave: Violência sexual infantil; autoeficácia; atuação profissional; acolhimento institucional; políticas públicas

  • Keywords: Child sexual violence; self-efficacy; professional practice; institutional support; public policy

  • Abstract: Sexual violence against children and adolescents remains a critical public health problem in Brazil, with high recent reporting rates and characteristics that challenge comprehensive protection, such as the greater victimization of girls and the frequent occurrence of abuse within close interpersonal relationships, in addition to significant psychosocial and biological impacts. In light of Law No. 13,431/2017, child sexual violence encompasses multiple forms of violation and requires a qualified intersectoral response. This chapter discusses how demanding working conditions, gaps in professional training, the absence of clear procedures, and weaknesses in network-based practice may compromise institutional care and referral processes, increasing the risk of revictimization and emotional burden among professionals. Grounded in Social Cognitive Theory, it is argued that the assessment of self-efficacy (and, when applicable, collective efficacy) can serve as a strategic indicator of technical preparedness, institutional support, and training needs, thereby contributing to the improvement of professional practices and public policies. The analysis is based on a bibliographic review of academic articles, epidemiological bulletins, legislation, and official Brazilian documents, and highlights intervention pathways grounded in mastery experiences, modeling, verbal persuasion, and emotional regulation in the workplace.

  • Lucas Lima Chaves
  • Maria Suely Alves Costa
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