Saúde bucal em pacientes portadores de limitações/deficiências manuais - Atena EditoraAtena Editora

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Saúde bucal em pacientes portadores de limitações/deficiências manuais

A função motora dos membros superiores constitui elemento central para a execução eficaz da higiene oral. Déficits de origem neurológica, musculoesquelética ou cognitiva comprometem a preensão, a precisão e a amplitude dos movimentos articulares, favorecendo o acúmulo de biofilme, maior prevalência de cárie e pior condição periodontal, com impacto negativo também na qualidade de vida e na participação social. Nesse contexto, indivíduos pós-acidente vascular cerebral (AVC), com paralisia cerebral, poliomielite, tetraplegia e distúrbios musculoesqueléticos demonstram que a redução da força de preensão e a limitação da flexibilidade articular dificultam o alcance das regiões posteriores da cavidade oral, refletindo-se em piores parâmetros de higiene (Índice Simplificado de Higiene Oral – OHI-S; índice de dentes cariados, perdidos e obturados – DMF-T; sangramento gengival) e maior dependência de cuidadores, embora essa relação varie conforme o contexto clínico individual. Dessa forma, intervenções ergonômicas e assistivas, como cabos engrossados, escovas elétricas, órteses e adaptações de baixo custo, aliadas a programas interdisciplinares e à educação de cuidadores, demonstram ganho funcional e melhora significativa nos índices de higiene. Entretanto, a heterogeneidade metodológica e o predomínio de estudos transversais limitam recomendações mais consistentes, evidenciando a necessidade de ensaios randomizados, protocolos padronizados e acompanhamento longitudinal para consolidar evidências e orientar políticas de atenção primária e formação profissional
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Saúde bucal em pacientes portadores de limitações/deficiências manuais

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.82082226120114

  • Palavras-chave: Higiene oral; limitações motoras; força de preensão manual; dispositivos adaptativos; autocuidado; saúde bucal.

  • Keywords: Oral hygiene; motor limitations; hand grip strength; adaptive devices; self-care; oral health

  • Abstract: Upper limb motor function is central to effective oral hygiene. Neurological, musculoskeletal, or cognitive impairments compromise grip strength, precision, and range of motion, favoring biofilm accumulation, higher caries prevalence, and poorer periodontal status, also negatively affecting quality of life and social participation. In this context, individuals after stroke, as well as those with cerebral palsy, poliomyelitis, tetraplegia, and musculoskeletal disorders, demonstrate that reduced handgrip strength and limited joint flexibility hinder access to posterior areas of the oral cavity, resulting in poorer hygiene parameters (Simplified Oral Hygiene Index – OHI-S; Decayed, Missing, and Filled Teeth index – DMF-T; gingival bleeding) and increased caregiver dependence, although this relationship varies according to each patient’s clinical condition. Therefore, ergonomic and assistive interventions such as thickened handles, powered toothbrushes, orthoses, and low-cost adaptations, combined with interdisciplinary programs and caregiver education, have demonstrated functional gains and improvements in hygiene indices. However, methodological heterogeneity and the predominance of cross-sectional studies limit consistent recommendations, highlighting the need for randomized trials, standardized protocols, and longitudinal follow-up to strengthen evidence and guide primary care policies and professional training.

  • Laís Canêdo Martins
  • Adguimar Vitória Costa Silva
  • Luiza Vitória Vicente Da Silva
  • Maria Victória de Oliveira Lima
  • Tamires Rosa Veríssimo
  • Mayla Garcia Nunes
  • Vitória Batista Clemente
  • Flávia Almeida Ribeiro Scalioni
  • Gisele Maria Campos Fabri
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