Subjetividade e cuidado em saúde mental na formação médica - Atena EditoraAtena Editora

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Subjetividade e cuidado em saúde mental na formação médica

Este capítulo analisa a produção de subjetividade no contexto da formação médica, com ênfase nas experiências relacionadas ao cuidado em saúde mental. A partir de uma abordagem qualitativa, com inspiração cartográfica, o estudo acompanha os processos vividos por estudantes em seu percurso formativo, articulando diferentes dispositivos de produção de dados, como entrevistas e a aplicação da escala DASS-21. Os resultados indicam a presença de níveis relevantes de ansiedade, depressão e estresse, evidenciando a ocorrência de sofrimento psíquico associado às exigências institucionais e às experiências de contato com o sofrimento dos pacientes. A análise demonstra que a formação médica constitui um campo intensivo de afetação, no qual se produzem modos singulares de relação com o cuidado, atravessados por tensões entre normatividade institucional e abertura à singularização. A partir do referencial teórico adotado, compreende-se o corpo como território de inscrição das experiências, o desejo como força produtiva e os agenciamentos como articulações entre elementos institucionais, afetivos e técnicos. Os achados apontam para a necessidade de repensar os dispositivos de formação em saúde, considerando a dimensão subjetiva do cuidado e a importância de práticas que favoreçam a escuta, a reflexão crítica e a sustentação da complexidade dos encontros clínicos. Conclui-se que a formação médica não apenas transmite saberes, mas produz subjetividades e modos de existir no cuidado em saúde mental.
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Subjetividade e cuidado em saúde mental na formação médica

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.1271126130115

  • Palavras-chave: Formação médica; Saúde mental; Subjetividade; Cuidado em saúde.

  • Keywords: Medical education; Mental health; Subjectivity; Healthcare.

  • Abstract: This chapter analyzes the production of subjectivity within medical education, with emphasis on experiences related to mental health care. Grounded in a qualitative approach inspired by cartography, the study follows the processes experienced by students throughout their training, articulating different data production devices, such as interviews and the application of the DASS-21 scale. The results indicate the presence of significant levels of anxiety, depression, and stress, evidencing psychological distress associated with institutional demands and experiences of contact with patients’ suffering. The analysis shows that medical education constitutes an intensive field of affectation, in which singular ways of relating to care are produced, traversed by tensions between institutional normativity and openness to singularization. Based on the theoretical framework adopted, the body is understood as a territory of inscription of experiences, desire as a productive force, and assemblages as articulations between institutional, affective, and technical elements. The findings highlight the need to rethink training devices in health education, considering the subjective dimension of care and the importance of practices that foster listening, critical reflection, and the ability to sustain the complexity of clinical encounters. It is concluded that medical education not only transmits knowledge but also produces subjectivities and ways of existing in mental health care.

  • Lucas De Maman
  • Daniela De Maman
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