RUPTURA ESPONTÂNEA DO BAÇO EM PACIENTES COM COVID-19: UMA SÉRIE DE CASOS DESAFIADORES E COMPLEXOS
Em estudos realizados por diversos autores, apresentam vários casos clínicos de pacientes com COVID-19 que desenvolveram complicações esplênicas. Os pacientes variavam em idade e comorbidades pré-existentes, mas todos compartilhavam a infecção pelo SARS-CoV- 2 como fator comum. As complicações esplênicas incluíram síndrome de isquemia esplênica, infarto esplênico agudo, ruptura esplênica espontânea e hematoma periesplênico. Em alguns casos, os pacientes apresentaram alterações laboratoriais, como níveis elevados de dímero D, fibrinogênio e ferritina, indicando uma resposta inflamatória e uma tendência ao estado de hipercoagulabilidade. Em resposta a essas alterações, a terapia anticoagulante foi iniciada para prevenir complicações tromboembólicas associadas à infecção pelo vírus. No entanto, a anticoagulação também apresentou riscos, levando a sangramentos ativos e hematomas. A decisão de manter ou descontinuar a anticoagulação foi individualizada e baseada nos riscos e benefícios para cada paciente. Esses casos destacam a complexidade do tratamento de pacientes com COVID-19 e ressaltam a importância de uma abordagem individualizada para garantir a melhor gestão possível das complicações, equilibrando os riscos potenciais e os benefícios terapêuticos. Os médicos devem estar atentos a essas apresentações incomuns e considerar a COVID-19 como uma possível causa de complicações abdominais, mesmo em pacientes sem sintomas respiratórios proeminentes, especialmente em pacientes com histórico médico complexo e em uso de anticoagulantes.
RUPTURA ESPONTÂNEA DO BAÇO EM PACIENTES COM COVID-19: UMA SÉRIE DE CASOS DESAFIADORES E COMPLEXOS
DOI: 10.22533/at.ed.12523041218
Palavras-chave: Ruptura esplênica atraumática; COVID-19; Diagnóstico.
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Abstract: ----
- Eduardo Triani Alvarez
- Mariana da Cruz Campos