REPRESENTAÇÃO SOCIAL DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: UMA PERSPECTIVA DE PROFISSIONAIS DO NÍVEL MÉDIO QUE ATUAM NA EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA - Atena EditoraAtena Editora

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REPRESENTAÇÃO SOCIAL DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: UMA PERSPECTIVA DE PROFISSIONAIS DO NÍVEL MÉDIO QUE ATUAM NA EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA

Introdução: a violência obstétrica configura um problema de saúde pública por causar impactos que violam a dignidade, autonomia e integridade das mulheres em qualquer fase do seu processo gestacional, esse fenômeno também pode estar relacionado às condutas tomadas na prática assistencial revelando lacunas na assistência ofertada ao binômio mãe-bebe e demonstrando a necessidade de compreensão desse fenômeno.Objetivo: compreender a representação social da violência obstétrica para profissionais de nível médio que atuam em Equipes de Saúde da Família. Método: trata-se de um estudo analítico, de abordagem qualitativa, sustentado pela Teoria das Representações Sociais e derivado de um projeto guarda-chuva. A coleta ocorreu por conveniência com profissionais do ensino médio da Atenção Primária em 10 unidades do município de Campina Grande- PB, a amostragem foi intencional do tipo não probabilística. A coleta de dados ocorreu através de dois instrumentos, um formulário para caracterização da amostra e uma entrevista semiestruturada, todas as etapas ocorreram em sala privativa e os dados foram gravados e posteriormente transcritos. Para análise de dados foi utilizado o software qualitativo  IRAMUTEQ® através da análise “Nuvem de palavras” que permite identificar a frequência e a relevância dos termos mais evocados pelos participantes. A coleta foi submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa e só foi iniciada após parecer favorável nº7.949.477. Resultados: a amostra foi composta por 47 profissionais, dentre estes, 20 (21,74%) eram agentes Comunitários de Saúde,  20 (21,74%) técnicos de enfermagem  e 7 (7,61%) técnicos/auxiliares em saúde bucal, houve predominância do sexo feminino correspondendo a 91,49% (n=43). A partir da análise foi possível compreender que as palavras em maior destaque como paciente”, “mulher”, “violência”, “profissional”, “parto”, “mãe”, “médico”, “momento” e “bebê”, simbolizam a centralidade da representação social da violência para os participantes. Observou-se também nas palavras em destaque a associação da violência obstétrica com as práticas assistenciais de saúde, com o contexto institucional e com os impactos causados por essa prática. Considerações finais: apesar da valorização do cuidado humanizado, persistem fragilidades na assistência. Destaca-se a importância da atuação na Estratégia Saúde da Família na prevenção, por meio do vínculo, educação em saúde e cuidado integral.
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REPRESENTAÇÃO SOCIAL DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: UMA PERSPECTIVA DE PROFISSIONAIS DO NÍVEL MÉDIO QUE ATUAM NA EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.021132616044

  • Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde; Representação social; Violência obstétrica; Pesquisa qualitativa.

  • Keywords: Primary Health Care; Social Representation; Obstetric Violence; Qualitative Research.

  • Abstract: Introduction: obstetric violence constitutes a public health problem because it causes impacts that violate the dignity, autonomy, and integrity of women at any stage of their gestational process. This phenomenon can also be related to the conduct taken in clinical practice, revealing gaps in the care provided to the mother-baby dyad and demonstrating the need to understand this phenomenon. Objective: To understand the social representation of obstetric violence among mid-level professionals working in Family Health Teams. Method: This is an analytical study with a qualitative approach, supported by the Theory of Social Representations and derived from an umbrella project. Data collection was carried out by convenience sampling with high school teachers from Primary Care in 10 units in the municipality of Campina Grande-PB. The sampling was intentional, non-probabilistic. Data collection was carried out using two instruments: a form for sample characterization and a semi-structured interview. All stages took place in a private room, and the data were recorded and subsequently transcribed. For data analysis, the qualitative software IRAMUTEQ® was used through the "Word Cloud" analysis, which allows identifying the frequency and relevance of the terms most evoked by the participants. Data collection was submitted to the Research Ethics Committee and only began after favorable opinion number 7,949,477. Results: The sample consisted of 47 professionals, among whom 20 (21.74%) were Community Health Agents, 20 (21.74%) were Nursing Technicians, and 7 (7.61%) were Dental Technicians/Assistants. There was a predominance of females, corresponding to 91.49% (n=43). The analysis revealed that the most prominent words, such as "patient," "woman," "violence," "professional," "childbirth," "mother," "doctor," "moment," and "baby," symbolize the centrality of the social representation of violence for the participantsThe highlighted words also revealed an association between obstetric violence and healthcare practices, the institutional context, and the impacts caused by this practice. Final considerations: despite the emphasis on humanized care, weaknesses persist in healthcare services. The importance of the Family Health Strategy's role in prevention, through relationship building, health education, and comprehensive care, is highlighted.

  • Fihama Pires Nascimento
  • Ana Luiza Cabral da Cunha de Almeida Chagas
  • Nadyely de Melo Apolinário
  • Idaiana Calixto da Silva
  • Anna Suellen Andrade Costa
  • Anderson Luan Silva de Lima
  • Lindemberg Arruda Barbosa
  • Emanuella de Castro Marcolino
  • Renata Clemente dos Santos-Rodrigues
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