PREVALÊNCIA DE DOR CRÔNICA NA COLUNA E O ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO NAS UNIDADES FEDERATIVAS DO BRASIL: DADOS DA PESQUISA NACIONAL DE SAÚDE DE 2019 - Atena EditoraAtena Editora

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PREVALÊNCIA DE DOR CRÔNICA NA COLUNA E O ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO NAS UNIDADES FEDERATIVAS DO BRASIL: DADOS DA PESQUISA NACIONAL DE SAÚDE DE 2019

Introdução: A dor crônica na coluna representa uma condição prevalente e multifatorial, com impactos na funcionalidade, qualidade de vida e sistemas de saúde. Fatores socioeconômicos e regionais, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), têm sido associados à distribuição dessa condição no Brasil. Objetivo: Identificar a prevalência de dor crônica na coluna (DCC) entre as Unidades Federativas brasileiras e sua relação com o IDH. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, com base em dados secundários da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, com extração dos dados ocorrida entre janeiro e março de 2024. As informações de 90.846 pessoas com 18 anos ou mais foram analisadas, sendo região do Brasil, sexo, idade, cor da pele ou raça, estado civil, grau de escolaridade, rendimento per capita e presença de DCC. Foi utilizado o software R v4.3.1. Resultados: A prevalência de DCC foi de 21,1%, com maior proporção de mulheres, menor escolaridade, pertencentes a classes sociais mais baixas e residentes nas regiões Norte e Nordeste. Os estados com maiores proporções de DCC foram Maranhão, Ceará e São Paulo. A análise evidenciou uma relação inversa entre o IDH médio das regiões e a prevalência de DCC: regiões com menor IDH, como o Nordeste (0,716), apresentaram maior prevalência (37,3%), enquanto regiões com IDH mais elevado, como o Sul (0,807), registraram menores valores (12,8%). A exceção foi São Paulo, estado com alto IDH e elevada prevalência, sugerindo influência de fatores urbanos e ocupacionais. Conclusão: A dor crônica na coluna está associada a vulnerabilidades sociais e regionais no Brasil, sendo necessário adotar políticas públicas que considerem as especificidades locais e promovam ações intersetoriais para mitigação das desigualdades e prevenção da dor crônica.
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PREVALÊNCIA DE DOR CRÔNICA NA COLUNA E O ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO NAS UNIDADES FEDERATIVAS DO BRASIL: DADOS DA PESQUISA NACIONAL DE SAÚDE DE 2019

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.13025171013

  • Palavras-chave: Prevalência; Dor Crônica; Indicadores de Desenvolvimento.

  • Keywords: Prevalence; Chronic Pain; Development Indicators.

  • Abstract: Introduction: Chronic back pain is a prevalent and multifactorial condition that impacts functionality, quality of life, and healthcare systems. Socioeconomic and regional factors, such as the Human Development Index (HDI), have been associated with its distribution in Brazil. Objective: To identify the prevalence of chronic back pain (CBP) among Brazilian federative units and its relationship with HDI. Methods: This is a cross-sectional study based on secondary data from the 2019 National Health Survey, with data extraction conducted between January and March 2024. Information from 90,846 individuals aged 18 years or older was analyzed, including region of residence, sex, age, race/skin color, marital status, education level, per capita income, and presence of CBP. Data analysis was performed using R software version 4.3.1. Results: The prevalence of CBP was 21.1%, with a higher proportion among women, individuals with lower educational levels, those from lower socioeconomic classes, and residents of the North and Northeast regions. The states with the highest proportions of CBP were Maranhão, Ceará, and São Paulo. The analysis showed an inverse relationship between regional average HDI and CBP prevalence: regions with lower HDI, such as the Northeast (0.716), had higher prevalence (37.3%), whereas regions with higher HDI, such as the South (0.807), showed lower values (12.8%). The exception was São Paulo, a state with high HDI and elevated prevalence, suggesting the influence of urban and occupational factors. Conclusion: Chronic back pain is associated with social and regional vulnerabilities in Brazil. Public policies must address local specificities and promote intersectoral strategies to reduce inequalities and prevent chronic pain.

  • Bárbara de Paula Andrade Torres
  • Antônio Augusto Ferreira Carioca
  • Thiago Medeiros da Costa Daniele
  • Laura Sales de Sousa
  • Carla Samarina Simoes de Morais
  • Wanderson Oliveira de Morais
  • Ana Paula Vasconcellos Abdon
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