Práticas Pedagógicas Emocionais e Colonialidade do Afeto: Releituras Vygotskyanas e Decoloniais das Narrativas Docentes sobre o Racismo Escolar - Atena EditoraAtena Editora

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Práticas Pedagógicas Emocionais e Colonialidade do Afeto: Releituras Vygotskyanas e Decoloniais das Narrativas Docentes sobre o Racismo Escolar

O presente capítulo analisa a inter-relação entre emoção, pedagogia e colonialidade no contexto educacional, a partir das contribuições da psicologia histórico-cultural e das pedagogias decoloniais. Fundamentado em Vygotsky, Wallon, Luria e Leontiev, o estudo compreende a emoção como dimensão constitutiva do pensamento e da cultura, e não como elemento secundário do processo de ensino-aprendizagem. Realiza-se uma reanálise qualitativa de entrevistas docentes provenientes de pesquisa de mestrado (UNIOESTE, 2023), interpretadas sob o viés da colonialidade do afeto. Os resultados evidenciam que o racismo escolar se manifesta também como estrutura emocional, inscrita nos modos de sentir, falar e agir. A partir do diálogo entre Vygotsky, Freire, hooks e Walsh, propõe-se uma pedagogia da reexistência, em que a emoção se torna força de transformação e mediação cultural. O estudo reafirma que descolonizar a educação implica descolonizar os afetos, integrando razão e sensibilidade na construção de práticas educativas humanizadoras e críticas.
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Práticas Pedagógicas Emocionais e Colonialidade do Afeto: Releituras Vygotskyanas e Decoloniais das Narrativas Docentes sobre o Racismo Escolar

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.106172512124

  • Palavras-chave: emoção; decolonialidade; Vygotsky; práticas pedagógicas; racismo escolar.

  • Keywords: emotion; decoloniality; Vygotsky; pedagogical practices; school racism.

  • Abstract: This chapter analyzes the interrelationship between emotion, pedagogy, and coloniality within the educational context, based on the contributions of historical- cultural psychology and decolonial pedagogies. Grounded in the works of Vygotsky, Wallon, Luria, and Leontiev, emotion is understood as a constitutive dimension of thought and culture rather than a secondary aspect of the teaching-learning process. A qualitative reanalysis was conducted using teachers’ interviews from a master’s research (UNIOESTE, 2023), interpreted through the lens of the coloniality of affect. The findings reveal that school racism also manifests as an emotional structure, inscribed in ways of feeling, speaking, and acting. Drawing on the dialogue between Vygotsky, Freire, hooks, and Walsh, the study proposes a pedagogy of re-existence, in which emotion becomes a force of transformation and cultural mediation. The research reinforces that decolonizing education also means decolonizing affects, integrating reason and sensibility in the construction of humanizing and critical educational practices.

  • Clodoaldo Reis Azarias
  • Natan Reis Azarias
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