Pólipo Juvenil Solitário: A importância do toque retal para a indicação da colonoscopia - Atena EditoraAtena Editora

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Pólipo Juvenil Solitário: A importância do toque retal para a indicação da colonoscopia

Introdução: Os pólipos intestinais, resultantes do crescimento anormal da mucosa do intestino grosso (cólon e reto), podem ser classificados em hamartomatosos (benignos) e adenomatosos (pré-malignos). Na pediatria, o pólipo juvenil solitário (PJS) é uma das principais causas de procura médica, pois, mesmo benigno, pode ocasionar manifestações clínicas como hematoquezia, dor abdominal e intussuscepção. Nesse contexto, o exame digital retal se mostra um recurso diagnóstico relevante, por favorecer a indicação precoce da colonoscopia, acelerar a confirmação diagnóstica e reduzir o sofrimento do paciente infantojuvenil. Objetivos: Apresentar as características clínicas, laboratoriais e histopatológicas do PJS em crianças, destacando a relevância do exame digital retal como ferramenta para a indicação da colonoscopia. Metodologia: Estudo observacional, retrospectivo, envolvendo 41 crianças (22 do sexo masculino e 19 do sexo feminino) atendidas ambulatorialmente entre 2018 e 2024, com diagnóstico definitivo de pólipo juvenil hamartomatoso. O diagnóstico inicial foi sugerido pelo exame digital retal e confirmado por colonoscopia e histopatologia. Resultados: Dentre os pacientes avaliados, 66% apresentaram exame digital retal positivo para PJS, permitindo a identificação clínica precoce. Todos apresentaram hematoquezia de coloração vermelho vivo, característica de sangramento distal. Além disso, observaram-se: dor abdominal crônica em 25%, constipação crônica em 22%, sinais de anemia em 6% e histórico familiar de pólipos colorretais em 6%. Os pólipos apresentaram comprimento médio de 1,2 cm (0,5–2,5), com tempo médio de sintomas de 3 meses (1–11). Quanto ao perfil clínico-laboratorial: 100% apresentaram parasitológico fecal negativo, 93% evacuação diária e 100% confirmação histopatológica de pólipo hamartomatoso. Não houve complicações durante a colonoscopia, que foi efetiva para remoção do pólipo em 93% dos casos. À análise histológica, observou-se tecido colorretal com arquitetura cística, glândulas mucoides, lâmina própria proeminente e infiltrado inflamatório denso. Clinicamente, os pólipos apresentaram-se ao toque retal como tumorações pardo-avermelhadas, geralmente pediculadas, de 1,0 a 3,0 cm, com possibilidade de torção, infarto e autoamputação, podendo ser eliminados pelas fezes. Conclusões: Os achados observados foram compatíveis com os descritos na literatura sobre o pólipo juvenil solitário, incluindo sangramento intestinal baixo, dor abdominal, constipação, raros casos de anemia e prolapso retal. O estudo reforça a importância do exame digital retal, que, apesar do desconforto, mostra-se essencial para a detecção de lesões colorretais e útil como ferramenta de rastreamento diferencial diante de outras suspeitas clínicas, tais como fissuras, hemorroidas e massas. Ressalta-se, contudo, o papel inquestionável da colonoscopia, tanto diagnóstica quanto terapêutica, especialmente no manejo do PJS.
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Pólipo Juvenil Solitário: A importância do toque retal para a indicação da colonoscopia

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.84026200518

  • Palavras-chave: -

  • Keywords: -

  • Abstract: -

  • Suelen Rodrigues Lopes
  • Lorena Marins Alvarenga
  • Douglas Luciano Moura Filho
  • Eduarda de Souza Martins
  • Letícia Viotto de Lima
  • Maria Eduarda Pires Marchetti
  • Thomas Kenzo Hamada
  • Juliana Tedesco Dias
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