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Nanotecnologia na terapia do câncer oral

Objetivo: Realizar uma revisão de literatura acerca do uso da nanotecnologia em diagnóstico e terapia do câncer oral, de modo a descrever os principais tipos de nanopartículas aplicadas ao câncer oral, explicar seu funcionamento como sistema de liberação de fármacos e expor as vantagens, as limitações e os desafios translacionais envolvidos. Método: Trata-se de uma revisão de literatura, que se deu através da busca nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO e Google Acadêmico, publicados no período de 2015 a 2025. Para a busca, utilizou-se os seguintes descritores: “nanotechnology”, “nanoparticles”, “nanomedicine”, “nanomaterials”, “drug delivery systems”, “oral cancer”, “mouth neoplasms”, “oral squamous cell carcinoma”, combinadas através do operador booleano “AND” ou “OR”. Assim, os critérios de inclusão foram artigos publicados entre 2015 e 2025, disponíveis na íntegra, em português, espanhol ou inglês, e que abordavam o uso de nanopartículas aplicadas ao câncer oral. Foram excluídos trabalhos fora desse período, estudos sem relação direta com o tema, materiais incompletos, duplicados ou sem rigor metodológico. Resultados: Foram identificadas as nanopartículas poliméricas (PLGA, quitosana, alginato, gelatina, PLA e PEG), as nanopartículas lipídicas (lipossomos, SLNs, NLCs e nanoemulsões lipídicas) e as nanopartículas inorgânicas (ouro, prata, platina, óxido de zinco, óxido de ferro, óxido de cério, manganês e sílica mesoporosa). De modo geral, as nanopartículas proporcionam maior seletividade para células tumorais, uma liberação controlada dos fármacos, melhor estabilidade, proteção dos fármacos contra degradação, redução da toxicidade sistêmica e dos efeitos adversos, maior penetração tumoral e acúmulo no tecido maligno, possibilidade de direcionamento passivo, ativo, imunológico ou magnético, além de permitir sistemas de terapia e diagnóstico integrados. Em relação às suas aplicações terapêuticas, observou-se a entrega de quimioterápicos de forma mais direcionada, a terapia fototérmica, a terapia fotodinâmica, a indução de apoptose, a inibição de proliferação tumoral, a melhora da eficácia terapêutica, a combinação de diagnóstico + terapia, além do potencial uso em imunoterapia. Conclusão: Conclui-se então que a nanotecnologia representa uma estratégia promissora para o tratamento do CO, mas que ainda apresenta desafios quanto à segurança, padronização, custo e validação clínica.
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Nanotecnologia na terapia do câncer oral

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.165112613011

  • Palavras-chave: Nanotecnologia, Nanopartículas, Sistemas de Liberação de Fármacos, Câncer oral.

  • Keywords: Nanotechnology, Nanoparticles, Drug Delivery Systems, Oral Cancer.

  • Abstract: Objective: To conduct a literature review on the use of nanotechnology in the diagnosis and therapy of oral cancer, in order to describe the main types of nanoparticles applied to oral cancer, explain their functioning as drug delivery systems, and present the advantages, limitations, and translational challenges involved. Method: This is a literature review, conducted through a search in the PubMed/MEDLINE, SciELO, and Google Scholar databases, covering publications from 2015 to 2025. The following descriptors were used in the search: “nanotechnology”, “nanoparticles”, “nanomedicine”, “nanomaterials”, “drug delivery systems”, “oral cancer”, “mouth neoplasms”, “oral squamous cell carcinoma”, combined using the Boolean operator “AND” or “OR”. Thus, the inclusion criteria were articles published between 2015 and 2025, available in full text, in Portuguese, Spanish, or English, and addressing the use of nanoparticles applied to oral cancer. Studies outside this period, studies not directly related to the topic, incomplete materials, duplicates, or those lacking methodological rigor were excluded. Results: Polymeric nanoparticles (PLGA, chitosan, alginate, gelatin, PLA, and PEG), lipid nanoparticles (liposomes, SLNs, NLCs, and lipid nanoemulsions), and inorganic nanoparticles (gold, silver, platinum, zinc oxide, iron oxide, cerium oxide, manganese, and mesoporous silica) were identified. In general, nanoparticles provide greater selectivity for tumor cells, controlled drug release, improved stability, protection of drugs against degradation, reduced systemic toxicity and adverse effects, greater tumor penetration and accumulation in malignant tissue, the possibility of passive, active, immunological or magnetic targeting, and allow for integrated therapy and diagnostic systems. Regarding their therapeutic applications, more targeted delivery of chemotherapeutic agents, photothermal therapy, photodynamic therapy, induction of apoptosis, inhibition of tumor proliferation, improved therapeutic efficacy, combination of diagnosis and therapy, and potential use in immunotherapy have been observed. Conclusion: It is concluded that nanotechnology represents a promising strategy for the treatment of cancer, but still presents challenges regarding safety, standardization, cost, and clinical validation.

  • Beatriz Espíndola Gonzaga
  • Yara Abrantes Nunes
  • Felipe Falce Paraiso Dutra
  • Larissa Shirley de Souza
  • Pedro Henrique Trant Coutinho
  • Tony Eduardo Costa
  • Larissa Cazarim Elias
  • Gisele Maria Campos Fabri
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