MANEJO DO TRAUMA ABDOMINAL PENETRANTE: ABORDAGENS CIRÚRGICAS E NÃO OPERATÓRIAS — UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA - Atena EditoraAtena Editora

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MANEJO DO TRAUMA ABDOMINAL PENETRANTE: ABORDAGENS CIRÚRGICAS E NÃO OPERATÓRIAS — UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA

O trauma abdominal penetrante (TAP) representa uma das emergências cirúrgicas de maior complexidade e morbimortalidade, especialmente em países marcados pela violência urbana, como o Brasil. Nas últimas décadas, a conduta frente ao TAP evoluiu da laparotomia exploradora mandatória para uma abordagem seletiva, guiada por critérios clínicos e radiológicos precisos. Compreender os fundamentos, as indicações e os limites de cada estratégia terapêutica é imperativo para todo cirurgião que atua na linha de frente do trauma. O presente estudo teve por objetivo analisar as evidências científicas recentes sobre as estratégias de manejo do TAP, comparando abordagens operatórias e não operatórias, com ênfase nos critérios de indicação, desfechos clínicos e tendências contemporâneas. Para tanto, realizou-se uma revisão integrativa da literatura com busca sistemática nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, utilizando descritores DeCS/MeSH, com recorte temporal de janeiro de 2020 a abril de 2025, seguindo o protocolo PRISMA 2020. Dos 395 artigos identificados, 28 preencheram os critérios de inclusão. O manejo não operatório seletivo (MNOS) mostrou-se seguro em pacientes estáveis, com taxas de falha entre 9,3% e 20,8%. A laparoscopia demonstrou superioridade em relação à laparotomia nos desfechos pós-operatórios. A cirurgia de controle de danos (CCD) permanece insubstituível nos casos críticos. Tomografia computadorizada e ultrassom FAST consolidam-se como pilares da triagem e estratificação de risco. A abordagem contemporânea do TAP é seletiva, individualizada e ancorada em critérios clínico-radiológicos objetivos. No contexto brasileiro, a padronização de protocolos, o investimento em treinamento cirúrgico qualificado e a produção científica nacional são urgências que se somam às urgências da sala de operações.
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MANEJO DO TRAUMA ABDOMINAL PENETRANTE: ABORDAGENS CIRÚRGICAS E NÃO OPERATÓRIAS — UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.554132611058

  • Palavras-chave: Trauma abdominal penetrante. Manejo não operatório. Laparotomia. Laparoscopia. Cirurgia de controle de danos.

  • Keywords: Penetrating abdominal trauma. Nonoperative management. Laparotomy. Laparoscopy. Damage control surgery.

  • Abstract: Penetrating abdominal trauma (PAT) is one of the most complex and lethal surgical emergencies, particularly in countries marked by urban violence such as Brazil. Over recent decades, its management has shifted from mandatory exploratory laparotomy to a selective approach guided by precise clinical and radiological criteria. Understanding the rationale, indications, and limitations of each therapeutic strategy is essential for every surgeon working on the front line of trauma care. The study aimed to analyze recent scientific evidence on management strategies for PAT, comparing operative and non-operative approaches, with emphasis on indication criteria, clinical outcomes, and contemporary trends. An integrative literature review was conducted with systematic search in PubMed, SciELO, and LILACS databases using DeCS/MeSH descriptors, covering January 2020 to April 2025, following the PRISMA 2020 protocol. Of 395 articles identified, 28 met the inclusion criteria. Selective non-operative management (SNOM) proved safe in stable patients, with failure rates between 9.3% and 20.8%. Laparoscopy demonstrated superiority over laparotomy in postoperative outcomes. Damage control surgery remains irreplaceable in critically ill patients. Computed tomography and FAST ultrasound are consolidated as essential pillars of triage and risk stratification. Contemporary PAT management is selective, individualized, and grounded in objective clinical-radiological criteria. In Brazil, protocol standardization, qualified surgical training, and national scientific production are urgencies that stand alongside the urgencies of the operating room.

  • Raphael Garrit
  • Raphael Costa Garrit
  • Marcio Alexandre Terra Passos
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