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capa do ebook INFLUÊNCIA DO ENRAIZAMENTO IN VITRO NA ACLIMATIZAÇÃO DE EXPLANTES DE Pyrus communis L.

INFLUÊNCIA DO ENRAIZAMENTO IN VITRO NA ACLIMATIZAÇÃO DE EXPLANTES DE Pyrus communis L.

O uso da cultura de tecidos em seleções de Pyrus communis com potencial para porta-enxerto visa contribuir para a expansão e melhoria na produção da cultura na região Sul do Brasil. Esta é uma espécie lenhosa que na cultura de tecidos encontra maior dificuldade na formação de raízes adventícias, pois possui diversas camadas de floema e xilema secundário. O tempo de desenvolvimento das raízes de lenhosas pode variar entre 10 a 45 dias, porém, uma extensa permanência in vitro pode ocasionar anomalias morfológicas e fisiológicas (HARTMANN et al., 2017). O objetivo deste estudo foi verificar a influência do estádio de enraizamento in vitro na aclimatização e formação da muda de pereira. Foi testada a influência dos fatores tempo de enraizamento (60 e 120 dias in vitro), comprimento de raízes (pequena: ≤1cm; média: 1,1 – 2,5 cm; grande: >2,5cm) e número de raízes na aclimatização. Foram aclimatizados 120 explantes em copos plásticos com tampa contendo substrato comercial + vermiculita + fibra de coco (2:2:1). O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, arranjado em fatorial, com cinco repetições. A sobrevivência foi avaliada aos 15 e aos 40 dias após o transplante, os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas por Tukey 5%. Aos 15 e 40 dias do transplantio, foi observado que o fator tempo de enraizamento teve efeito sobre o percentual de explantes vivos. Os explantes aclimatizados após 120 dias de exposição ao meio de enraizamento in vitro apresentaram menor sobrevivência que os explantes aclimatizados após 60 dias de exposição. O tamanho da raiz dos explantes aclimatizados também apresentou influência no percentual de sobrevivência dos explantes, porém somente 40 dias após o transplantio. Foi observada maior sobrevivência nas raízes de tamanho pequeno e médio. A menor sobrevivência nas raízes grandes pode ter sido ocasionada por danos mecânicos que muitas vezes acontecem na raiz durante o transplantio. O número de raízes não apresentou efeito na sobrevivência dos explantes.

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INFLUÊNCIA DO ENRAIZAMENTO IN VITRO NA ACLIMATIZAÇÃO DE EXPLANTES DE Pyrus communis L.

  • DOI: 10.22533/at.ed.0212129117

  • Palavras-chave: Propagação in vitro; Organogênese; Pereira Europeia.

  • Keywords: in vitro Propagation; Organogenesis; European pear.

  • Abstract:

    The use of tissue culture in Pyrus communis selections with rootstock potential aims to contribute to development and improvement of the culture production in the Southern region of Brazil. This is a woody species that shows, in tissue culture, difficulties to form adventitious roots, as it has several layers of phloem and secondary xylem. The root development time of woody plants can vary between 10 to 45 days, however, an extensive in vitro permanence can cause morphological and physiological anomalies (HARTMANN et al., 2017). This study aimed to verify the influence of the in vitro rooting stage on the acclimatization and formation of pear plantlets. It was tested the influence of the factors: rooting period (60 and 120 days in vitro), root length (small: ≤1cm; medium: 1.1 – 2.5 cm; large: >2.5cm) and root number during acclimatization stage. 120 explants were acclimatized in plastic cups with lids containing commercial substrate + vermiculite + coconut fiber (2:2:1). The experimental design was completely randomized, factorial arranged, with five replications. Survival was evaluated at 15 and 40 days after transplantation, data were evaluated by analysis of variance and means were compared by Tukey’s test at 5% of significance. At 15 and 40 days after transplanting, it was observed that the rooting time factor had effect on the percentage of live explants. Explants acclimatized after 120 days of exposure to the in vitro rooting medium showed lower survival than explants acclimatized after 60 days of exposure. The root size of acclimatized explants also influenced the percentage of explant survival, but only 40 days after transplanting. Greater survival was observed in small and medium size roots. The lower survival in large roots may have been caused by mechanical damage that often happens to the root during transplanting. The number of roots had no effect on explant survival.

  • Número de páginas: 3

  • Fernanda Grimaldi
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