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Experiências subjetivas e produção de cuidado em saúde mental na formação médica

Este estudo analisa as experiências subjetivas implicadas na produção do cuidado em saúde mental no contexto da formação médica. A partir de uma abordagem qualitativa, com base no método da cartografia, articulam-se dados provenientes de entrevistas e da aplicação da escala DASS-21, compreendidos como dispositivos de acesso às intensidades que atravessam o processo formativo. O referencial teórico mobiliza as contribuições de Foucault, Deleuze, Guattari e Birman, permitindo compreender a formação médica como um dispositivo de produção de subjetividade. A análise se organiza a partir das noções de corpo-território, desejo e agenciamentos, evidenciando como as experiências de sofrimento, tensão e cuidado se inscrevem nos corpos dos estudantes. Os resultados indicam a presença de intensas modulações afetivas, expressas em níveis significativos de ansiedade, estresse e depressão, articuladas às condições institucionais e às dinâmicas relacionais do cotidiano formativo. Evidencia-se que o cuidado em saúde mental é produzido em meio a tensões entre técnica e sensibilidade, podendo tanto ser capturado por lógicas normativas quanto aberto à criação de práticas mais implicadas. Conclui-se que a formação médica constitui um campo estratégico de produção de subjetividade, com potencial para a transformação dos modos de cuidar.
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Experiências subjetivas e produção de cuidado em saúde mental na formação médica

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.1721126130112

  • Palavras-chave: Formação médica; Saúde mental; Subjetividade; Cuidado; Cartografia.

  • Keywords: Medical education; Mental health; Subjectivity; Care; Cartography.

  • Abstract: This study analyzes subjective experiences involved in the production of mental health care within medical education. Based on a qualitative approach and grounded in cartographic methodology, the research integrates data from interviews and the DASS-21 scale, understood as devices for accessing the intensities that traverse the training process. The theoretical framework draws on Foucault, Deleuze, Guattari, and Birman, enabling the understanding of medical education as a dispositif for the production of subjectivity. The analysis is organized around the notions of body-territory, desire, and assemblages, highlighting how experiences of suffering, tension, and care are inscribed in students’ bodies. The results indicate the presence of intense affective modulations, expressed in significant levels of anxiety, stress, and depression, articulated with institutional conditions and relational dynamics in daily training. It is shown that mental health care is produced amid tensions between technique and sensitivity, and may either be captured by normative logics or open to the creation of more engaged practices. It is concluded that medical education constitutes a strategic field for the production of subjectivity, with potential for transforming ways of caring.

  • Lucas De Maman
  • Daniela De Maman
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