ENTRE REGRAS, CULTURA E SENTIDO: A LUDICIDADE NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL COMO DISPOSITIVO DE APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
Este artigo desenvolve uma revisão bibliográfica, de natureza teórico-analítica, acerca da relevância da ludicidade no Ensino Fundamental II. Defende-se que o lúdico, longe de constituir mero adereço motivacional, configura prática cultural regrada e linguagem formativa, capaz de reorganizar a experiência escolar, ampliar o engajamento e favorecer a produção de sentido. À luz de Huizinga, Caillois, Brougère e Kishimoto, compreende-se o jogo como forma social dotada de regras e significados compartilhados; em diálogo com Piaget e Vygotsky, enfatiza-se a centralidade dos jogos de regras e da mediação interacional; com Winnicott e Dewey, argumenta-se que a sala de aula pode constituir espaço de experimentação e investigação; e, por fim, com Ausubel/Moreira e Bruner, sustenta-se que o uso pedagógico do lúdico ganha densidade quando culmina em síntese conceitual, convertendo participação em aprendizagem significativa. Complementarmente, Csikszentmihalyi, Kiili, Gee e Papert subsidiam a discussão sobre desafio, flow e jogos digitais, sem reduzir a qualidade didática ao suporte tecnológico. Conclui-se com critérios de qualidade e eixos comparativos indispensáveis para orientar práticas lúdicas consistentes nos anos finais.
ENTRE REGRAS, CULTURA E SENTIDO: A LUDICIDADE NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL COMO DISPOSITIVO DE APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
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DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.1232517107
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Palavras-chave: Ludicidade; Ensino Fundamental II; Jogos de Regras; Mediação Docente; Aprendizagem Significativa.
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Keywords: ..
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Abstract: ..
- Jairo da Silva Ramos