DE BULLYNG E DE LGBTFOBIA: A ESCOLA COMO SILENCIAMENTO E (RE)PRODUÇÃO
Este ensaio teórico discute o bullying como um fenômeno violento que deixou de ser visto como “brincadeira” e passou a ser reconhecido como uma forma séria de agressão, caracterizada por atos repetitivos e intencionais de abuso dentro de uma relação desigual de poder. Embora muito associado ao ambiente escolar, o bullying é também um problema social e de saúde pública, pois afeta diretamente o bem-estar e a qualidade de vida das vítimas. A relação entre bullying e preconceito mostra que grupos mais vulneráveis – como pessoas que não se enquadram nas normas de gênero e sexualidade – estão mais propensos a se tornarem alvos, especialmente em casos de LGBTfobia, que também se manifesta de forma recreativa. A LGBTfobia é um mecanismo de controle social baseado na heteronormatividade, que marginaliza quem foge dos padrões heterossexuais tradicionais. Apesar das semelhanças, o bullying e o preconceito diferem-se em alguns aspectos: o preconceito tem um caráter mais amplo e ideológico, presente nas relações sociais em geral, enquanto o bullying é mais comportamental e comum em relações interpessoais, como entre colegas. Ambos, porém, têm como base comum a intolerância à alteridade, ou seja, a dificuldade de aceitar a diferença como constitutiva.
DE BULLYNG E DE LGBTFOBIA: A ESCOLA COMO SILENCIAMENTO E (RE)PRODUÇÃO
-
DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.69126030610
-
Palavras-chave: Escola; LGBTfobia; Bullying; Silêncio; Inclusão.
-
Keywords: -
-
Abstract: -
- Raquel Martins Fernandes
- diversos
- André Nogueira Alves