CUIDADOS NO FIM DA VIDA E SEU IMPACTO NO PROFISSIONAL DA SAÚDE
Neste artigo, serão abordados os impactos gerados nos profissionais de saúde envolvidos com o cuidado de pacientes em fim de vida. O avanço da tecnologia, principalmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), tem aumentado a capacidade da ciência de prolongar a vida de pacientes. Nesse cenário, a morte é muitas vezes entendida como um desfecho relacionado com o fracasso científico, recusa ou suspensão de tratamentos, gerando sofrimento naqueles envolvidos com o processo de tomada de decisão. Reconhecer e aceitar a finitude da vida é um obstáculo em nossa sociedade, inclusive para os profissionais de saúde que atuam em UTI e que muitas vezes recorrem a medidas desproporcionais para evitar a morte, prolongando o processo de morrer do paciente. A esta prática denominamos de obstinação terapêutica. A prática de obstinação terapêutica pode estar relacionada ao sofrimento diante da possibilidade de morte, assim como ao sentimento de frustração experimentado por aqueles que foram formados para lutar pela vida. Além disso, esta prática pode estar envolvida com o déficit de conhecimento da equipe multiprofissional sobre os Cuidados Paliativos (CP) e a insegurança diante de conflitos éticos envolvidos nesse contexto. O despreparo profissional para lidar com pacientes diante da terminalidade indica a necessidade de discussão sobre a temática, na busca de respostas a algumas inquietações: Qual a percepção dos profissionais de saúde a respeito da prática da obstinação terapêutica? O que esses profissionais, que atuam no cotidiano laboral de UTI, entendem dessa prática? Com quais conflitos éticos os profissionais se deparam diante das tomadas de decisões que envolvem pacientes em fim de vida?
CUIDADOS NO FIM DA VIDA E SEU IMPACTO NO PROFISSIONAL DA SAÚDE
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DOI: 10.22533/at.ed.3002005036
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Palavras-chave: Cuidados Paliativos, Profissionais de Saúde, Obstinação Terapeutica.
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Keywords: Palliative Care, Health Professionals, Therapeutic Obstination
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Abstract:
In this article, the impacts on health professionals involved in the care of end-of-life patients will be addressed. The advancement of technology, especially in Intensive Care Units (ICU), has increased the ability of science to prolong the life of patients. In this scenario, death is often understood as an outcome related to scientific failure, refusal or suspension of treatments, causing suffering in those involved in the decision-making process. Recognizing and accepting the finitude of life is an obstacle in our society, including for health professionals who work in the ICU and who often resort to disproportionate measures to prevent death, prolonging the patient’s dying process. This practice is called therapeutic obstinacy. The practice of therapeutic obstinacy may be related to suffering in the face of the possibility of death, as well as to the feeling of frustration experienced by those who were trained to fight for life. In addition, this practice may be involved with the knowledge deficit of the multidisciplinary team on Palliative Care (PC) and insecurity in the face of ethical conflicts involved in this context. Professional unpreparedness to deal with terminally ill patients indicates the need for discussion on the theme, in search of answers to some concerns: What is the perception of health professionals regarding the practice of therapeutic obstinacy? What do these professionals, who work in the daily ICU work, understand about this practice? What ethical conflicts do healthcare professionals face when making decisions involving patients at the end of their lives?
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Número de páginas: 13
- Andréa Pires Muller
- Carla Corradi Perini
- Paula C P Muller Maingué