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Cuidado Farmacêutico na vigilância da coqueluche

A coqueluche voltou a ganhar relevância no cenário internacional e nacional, sobretudo pelo aumento recente de casos, pela gravidade nos lactentes e pela dificuldade de reconhecer a doença ainda na fase inicial, quando o quadro pode se assemelhar a um resfriado comum. Este capítulo teve como objetivo discutir, em perspectiva narrativa, como o farmacêutico pode apoiar a vigilância da coqueluche a partir dos primeiros sintomas, articulando aspectos clínicos da doença, competências profissionais e medidas práticas aplicáveis à farmácia como estabelecimento de saúde. Foram priorizadas publicações dos últimos cinco anos sobre epidemiologia, manifestações clínicas, vacinação, manejo inicial da tosse e serviços farmacêuticos, além de documentos oficiais do Ministério da Saúde, Centers for Disease Control and Prevention e Conselho Federal de Farmácia. Os estudos mostram que a contribuição farmacêutica se concentra no acolhimento qualificado, no rastreamento de sinais sugestivos, na identificação de situações de gravidade, no encaminhamento oportuno, na educação em saúde, no desestímulo à automedicação inadequada e de vacinação, especialmente entre gestantes e pessoas com contato próximo com lactentes. Conclui-se que o farmacêutico pode ampliar a sensibilidade da vigilância ao atuar como profissional de primeiro contato, desde que reconheça seus limites assistenciais e trabalhe de modo integrado com a atenção primária, a vigilância epidemiológica e os demais pontos da rede de cuidado.
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Cuidado Farmacêutico na vigilância da coqueluche

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.021132616043

  • Palavras-chave: coqueluche; farmacêuticos; vigilância em saúde; tosse; vacinação.

  • Keywords: pertussis; pharmacists; health surveillance; cough; vaccination.

  • Abstract: Pertussis has regained relevance in both international and national public health scenarios, especially due to the recent increase in cases, its severity in infants, and the difficulty of recognizing the disease in its early stage, when it may resemble a common cold. This chapter aimed to discuss, from a narrative perspective, how pharmacists can support pertussis surveillance from the first symptoms onward, integrating clinical aspects of the disease, professional competencies, and practical measures applicable to the pharmacy as a healthcare setting. Publications from the last five years on epidemiology, clinical manifestations, vaccination, initial management of cough, and pharmaceutical services were prioritized, along with official documents from the Brazilian Ministry of Health, the Centers for Disease Control and Prevention, and the Federal Pharmacy Council. The studies show that the pharmacist’s contribution is centered on qualified patient reception, screening for suggestive signs, identification of severe situations, timely referral, health education, discouragement of inappropriate self-medication, and vaccination, especially among pregnant women and people in close contact with infants. It is concluded that pharmacists can increase the sensitivity of surveillance by acting as first-contact professionals, provided that they recognize their clinical limits and work in an integrated manner with primary care, epidemiological surveillance, and the other points of the healthcare network.

  • Cláudio Luiz Ferreira Júnior
  • Renata Aline de Andrade
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