Ansiedade Perinatal e o Impacto na Amamentação e no Estabelecimento do Vínculo Mãe-Bebê - Atena EditoraAtena Editora

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Ansiedade Perinatal e o Impacto na Amamentação e no Estabelecimento do Vínculo Mãe-Bebê

A ansiedade perinatal constitui um importante problema de saúde pública, afetando significativamente a saúde mental materna durante a gestação e o período pós-parto. Embora a depressão perinatal receba maior atenção na literatura, os transtornos ansiosos apresentam elevada prevalência e podem repercutir negativamente sobre diversos aspectos da maternidade, incluindo o sucesso da amamentação e o desenvolvimento do vínculo afetivo entre mãe e bebê. O presente estudo teve como objetivo analisar a influência da ansiedade perinatal sobre o processo de amamentação e o estabelecimento do vínculo materno-infantil. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura baseada em artigos científicos publicados em bases de dados nacionais e internacionais. Os achados demonstram que sintomas ansiosos estão associados a menores taxas de aleitamento materno exclusivo, interrupção precoce da amamentação, dificuldades na interação mãe-bebê e prejuízos na responsividade materna. Além disso, a ansiedade pode comprometer a percepção de autoeficácia materna e aumentar sentimentos de insegurança relacionados aos cuidados com o recém-nascido. Conclui-se que o reconhecimento precoce da ansiedade perinatal e a implementação de estratégias de apoio psicológico são fundamentais para promover melhores desfechos maternos e infantis, fortalecendo a amamentação e o vínculo afetivo nos primeiros anos de vida. A ansiedade perinatal constitui um importante problema de saúde pública, afetando significativamente a saúde mental materna durante a gestação e o período pós-parto. Embora a depressão perinatal receba maior atenção na literatura, os transtornos ansiosos apresentam elevada prevalência e podem repercutir negativamente sobre diversos aspectos da maternidade, incluindo o sucesso da amamentação e o desenvolvimento do vínculo afetivo entre mãe e bebê. O presente estudo teve como objetivo analisar a influência da ansiedade perinatal sobre o processo de amamentação e o estabelecimento do vínculo materno-infantil. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura baseada em artigos científicos publicados em bases de dados nacionais e internacionais. Os achados demonstram que sintomas ansiosos estão associados a menores taxas de aleitamento materno exclusivo, interrupção precoce da amamentação, dificuldades na interação mãe-bebê e prejuízos na responsividade materna. Além disso, a ansiedade pode comprometer a percepção de autoeficácia materna e aumentar sentimentos de insegurança relacionados aos cuidados com o recém-nascido. Conclui-se que o reconhecimento precoce da ansiedade perinatal e a implementação de estratégias de apoio psicológico são fundamentais para promover melhores desfechos maternos e infantis, fortalecendo a amamentação e o vínculo afetivo nos primeiros anos de vida.
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Ansiedade Perinatal e o Impacto na Amamentação e no Estabelecimento do Vínculo Mãe-Bebê

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.554132611055

  • Palavras-chave: ansiedade perinatal; amamentação; vínculo materno-infantil; saúde mental materna; pós-parto.

  • Keywords: perinatal anxiety; breastfeeding; mother–infant bonding; maternal mental health; postpartum.

  • Abstract: Perinatal anxiety is a significant public health concern, substantially affecting maternal mental health during pregnancy and the postpartum period. Although perinatal depression has received greater attention in the literature, anxiety disorders are highly prevalent and may negatively impact several aspects of motherhood, including breastfeeding success and the development of the mother–infant bond. This study aimed to analyze the influence of perinatal anxiety on breastfeeding and the establishment of the maternal–infant bond. A narrative literature review was conducted based on scientific articles published in national and international databases. The findings indicate that anxiety symptoms are associated with lower rates of exclusive breastfeeding, early breastfeeding discontinuation, difficulties in mother–infant interaction, and impaired maternal responsiveness. Furthermore, anxiety may compromise maternal self-efficacy and increase feelings of insecurity regarding newborn care. It is concluded that the early recognition of perinatal anxiety and the implementation of psychological support strategies are essential to promote better maternal and infant outcomes, strengthening breastfeeding and the emotional bond during the early years of life.

  • Jaqueline Yonara da Silva Galhardo
  • Fernanda Justino de Medeiros
  • Valentina Neves Ferreira
  • Gabriela Wosniak Cavaletti
  • Júlia Marin dos Santos
  • Olyvia Nunes Derner
  • Mariana Danilevicz Guarise
  • Guilherme Bernardi
  • Giovanna Montiel Scherer
  • Stefhani Sampaio da Silva
  • Juliana Fiss Pothin Wrague
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