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ABRAÇAR E RESISTIR: PRÁTICAS ECOFEMINISTAS PARA O BEM VIVER

Progresso e desenvolvimento são palavras caras ao capitalismo e aos processos coloniais que ainda persistem. A natureza é vista como recurso e, contrariando Nêgo Bispo[1] (2023), não devolvem à terra o que ela deu de bom grado. Neste contexto, as mulheres têm vivenciado as consequências do “progresso” diretamente em seus corpos. Este trabalho tem como objetivo geral explorar a organização de práticas feministas de resistência em prol do Bem Viver e, especificamente, pretende compreender a correlação entre as violências cometidas contra a natureza e contra as mulheres, verificar a dinâmica e as formas de resistências femininas contra o avanço da degradação ambiental, e analisar os ecofeminismos como prática feminista em defesa da terra-corpo-território (Kab’nal, 2010). A pesquisa tem natureza exploratória e bibliográfica, a fim de aprofundar aspectos das teorias ecofeministas e sua correlação com o conceito de (re) patriarcalização. Como resultado, recomenda-se a inclusão da perspectiva de gênero, sobretudo dos ecofeminismos, quando da proposição de políticas públicas que protejam mulheres nos casos de degradação ambiental.   [1] Antônio Bispo dos Santos. Intelectual brasileiro, líder quilombola, poeta, escritor que desenvolveu o conceito de contracolonização, era chamado pelo seu apelido.
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ABRAÇAR E RESISTIR: PRÁTICAS ECOFEMINISTAS PARA O BEM VIVER

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.2962519033

  • Palavras-chave: ecofeminismos; (re)patriarcalização; violências; mulheres; resistências

  • Keywords: ecofeminisms; (re)patriarchalization; violence; women; resistances

  • Abstract: Progress and development are words dear to capitalism and the colonial processes that still persist. Nature is seen as a resource and, contrary to Nêgo Bispo (2023), they do not return to the earth what it gave willingly. In this context, women have experienced the consequences of “progress” directly on their bodies. This work has the general objective of exploring the organization of feminist practices of resistance in favor of Good Living and, specifically, it intends to understand the correlation between violence committed against nature and against women, verify the dynamics and forms of female resistance against advancement of environmental degradation, and analyze ecofeminism as a feminist practice in defense of the earth-body-territory (Kab'nal, 2010). The research has an exploratory and bibliographical nature, in order to delve deeper into aspects of ecofeminist theory and its correlation with the concept of (re)patriarchalization. As a result, it is expected to encourage the inclusion of a gender perspective, especially ecofeminism, when proposing public policies that protect women in cases of environmental degradation.

  • Gabriela Maria Pinho Lins Vergolino
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