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capa do ebook A RESISTÊNCIA DE CAROLINA MARIA DE JESUS  À NEGAÇÃO DO SEU DIREITO DE SER

A RESISTÊNCIA DE CAROLINA MARIA DE JESUS À NEGAÇÃO DO SEU DIREITO DE SER

Carolina Maria de Jesus, mulher, negra, mãe e escritora brasileira, registra em suas composições a discriminação, em virtude da origem étnica e condição social, sofridas por pessoas como ela, muitas delas migrantes – o que é narrado em Diário de Bitita –, e/ou que viveram na favela do Canindé, na zona norte da Cidade de São Paulo, nas décadas de 1950-1960 – conforme exposto em Quarto de despejo: diário de uma favelada, sua obra de estreia. São experiências que expõem as tensões e os conflitos socioculturais entre grupos sociais hegemônicos e aqueles subalternizados que compunham esses cenários. O sucesso inicial durou pouco e Carolina foi rapidamente relegada ao ostracismo. E é no diálogo com Carolina em ambas as obras que este artigo buscou flagrar a condição do não-ser, abordada pelas teorias decoloniais, considerando-se as contribuições teóricas de Enrique Dussel (1993), Aníbal Quijano (2005), Walter Mignolo (2005, 2010, 2017, 2020) e, em especial, a colonialidade do ser, proposta por Maldonado Torres (2007), além de desvelar a resistência à essa condição por parte da autora.

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A RESISTÊNCIA DE CAROLINA MARIA DE JESUS À NEGAÇÃO DO SEU DIREITO DE SER

  • DOI: 10.22533/at.ed.4682116115

  • Palavras-chave: Decolonialidade. Carolina Maria de Jesus. Literatura.

  • Keywords: Decoloniality. Carolina Maria de Jesus. Literature.

  • Abstract:

    Carolina Maria de Jesus, a woman, black, mother and Brazilian writer, registers in her compositions the discrimination, due to ethnic origin and social condition, suffered by people like her, many of them migrants - as narrated in Diário de Bitita -, and/or who lived in the Canindé favela, in the northern part of the city of São Paulo, in the 1950s-1960s – as shown in Quarto de despejo: diary of a favelada, his debut work. These are experiences that expose the tensions and sociocultural conflicts between hegemonic social groups and those subalternized that make up these scenarios. Initial success was short-lived and Carolina was quickly relegated to ostracism. And it is in the dialogue with Carolina in both works that this article sought to capture the condition of non-being, addressed by decolonial theories, considering the theoretical contributions of Enrique Dussel (1993), Aníbal Quijano (2005), Walter Mignolo (2005 , 2010, 2017, 2020) and, in particular, the coloniality of being, proposed by Maldonado Torres (2007), in addition to unveiling the author's resistance to this condition.

  • Número de páginas: 15

  • Maria de Fátima Guimarães
  • Thiago Alexandre Hayakawa
  • Valeria de Fatima Tartare Marassatto
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