A DISPUTA POLÍTICO-PEDAGÓGICA NA PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS: da captura gerencial-militar à ampliação ontoepistêmica
O presente artigo, a partir da disputa político-pedagógica na escola pública brasileira, analisa a tensão entre modelos de gestão hegemônicos e a garantia dos direitos humanos. Metodologicamente, adota-se a lógica abdutiva aplicada a um corpus de pesquisas empíricas coproduzido no âmbito do Grupo Paidéia/CNPq. O estudo diagnostica que a captura gerencial-militar opera através da cosmofobia e do gerencialismo, suprimindo a experiência democrática. Em contraponto, identificam-se nas Experimentações Democráticas Sociocentradas (EDS) (insurgências autogestionadas) a investigação pública, a experiência pública e a emergência de espaços inventados como dimensões capazes de ampliar ontoepistêmicamente a educação. Os resultados, a partir das cinco categorias estruturantes – comunidade, cotidianidade, alteridade, integralidade e autogestão – demonstram que a efetivação da Educação em Direitos Humanos (EDH) exige superar a tutela estatal dos espaços convidados. Conclui-se que a escola pública deve transitar de aparelho de reprodução técnica para um território de produção de vida comum e autonomia político-pedagógica.
A DISPUTA POLÍTICO-PEDAGÓGICA NA PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS: da captura gerencial-militar à ampliação ontoepistêmica
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DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.1822622051
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Palavras-chave: Educação em Direitos Humanos. Captura Gerencial-Militar. Experimentações Democráticas Sociocentradas. Método Abdutivo. Escola Pública.
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Keywords: -
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Abstract: --
- Gabriel Carvalho Ribeiro de Lima
- Daniel Moraes Santos