Resiliência da Memória: O Ginásio Municipal Judith Paiva Como Pertencimento e Patrimônio Em Rio Largo- AL
Este artigo analisa a trajetória histórica e simbólica do Ginásio Municipal Judith Paiva através da ótica dos conceitos de memória coletiva e patrimônio. Fundada em 27 de agosto de 1948, a instituição consolidou-se como o primeiro ginásio municipal do interior de Alagoas, tornando-se um referencial de excelência educacional e o principal centro formador de professores da rede municipal por meio do curso de magistério. A construção de sua sede monumental no Alto da Palmeira, inaugurada em 18 de setembro de 1955 sob influência arquitetônica greco-romana, simbolizou a dignidade do acesso ao saber para as classes populares daquela cidade operária. A investigação utiliza a metodologia da história oral, cruzando fontes documentais e registros iconográficos com as vozes de ex-alunos e gestores para reconstituir o passado da instituição. Discute-se o papel do ginásio na consolidação da identidade local, o impacto cultural de sua banda fanfarra e o processo de apagamento histórico decorrente de décadas de negligência administrativa. O trabalho destaca a mobilização popular no "Ato por Judith Paiva" em 2023 como um marco de resistência, culminando no projeto de restauração iniciado em 2025. Conclui-se que o edifício funciona como um lugar de memória essencial, cuja preservação é indispensável para a salvaguarda da biografia coletiva e da herança cultural riolarguense.
Resiliência da Memória: O Ginásio Municipal Judith Paiva Como Pertencimento e Patrimônio Em Rio Largo- AL
-
DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.8178242605049
-
Palavras-chave: Palavras-chaves: História Oral. Cidade Operária. Identidade Local. Memória Coletiva. Patrimônio Histórico.
-
Keywords: ..
- Rayanne Dayse de Melo Lima