Psiquiatria Biologizante e Medicalização em Excesso: Limites do Modelo Biomédico no Sofrimento Psíquico Contemporâneo
A psiquiatria contemporânea tem sido marcada pela centralidade do modelo biomédico e pela crescente medicalização do sofrimento psíquico. Nas últimas décadas, observou-se uma expansão significativa dos diagnósticos psiquiátricos e do uso de psicofármacos em diferentes populações, suscitando críticas quanto aos limites explicativos e clínicos da psiquiatria biologizante. Este estudo teve como objetivo analisar criticamente a literatura científica sobre a psiquiatria biologizante e a medicalização em excesso, discutindo seus impactos clínicos, sociais e éticos. Trata-se de uma revisão da literatura baseada em artigos indexados nas bases PubMed, SciELO e LILACS. Os achados indicam que a redução do sofrimento psíquico a desequilíbrios neurobiológicos favorece o sobrediagnóstico, o uso prolongado de medicamentos e a invisibilização de determinantes sociais da saúde mental. Conclui-se que a qualificação da prática psiquiátrica exige a integração entre biologia, subjetividade e contexto social, promovendo cuidado integral e uso racional de intervenções terapêuticas
Psiquiatria Biologizante e Medicalização em Excesso: Limites do Modelo Biomédico no Sofrimento Psíquico Contemporâneo
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DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.80892626270311
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Palavras-chave: psiquiatria, medicalização, diagnóstico psiquiátrico, transtornos mentais e modelo biomédic
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Keywords: ...
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Abstract: ..
- Ana Júlia de Paula Silva
- Natália Barreto e Sousa