Práticas inclusivas na educação física escolar com estudantes com transtorno do espectro autista - Atena EditoraAtena Editora

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Práticas inclusivas na educação física escolar com estudantes com transtorno do espectro autista

A inclusão escolar de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação Física enfrenta desafios estruturais e metodológicos no cotidiano escolar. O objetivo deste artigo foi analisar as práticas pedagógicas inclusivas voltadas para alunos com TEA nas aulas de Educação Física, identificando os principais desafios enfrentados pelos docentes e as estratégias recomendadas pela literatura. Metodologicamente, realizou-se uma revisão integrativa da literatura com base em artigos científicos nacionais publicados entre 2020 e 2025. Os resultados apontam que as principais barreiras na quadra envolvem a hiper ou hipossensibilidade sensorial dos estudantes, dificuldades na compreensão de regras abstratas e a resistência a mudanças repentinas na rotina das aulas. Como estratégias eficazes, a literatura destaca a importância do ensino estruturado, o uso de apoios visuais (cartazes e fichas) e a previsibilidade das tarefas para reduzir a ansiedade. Conclui-se que a inclusão real exige que o professor assuma uma postura de mediador ativo, mas isso esbarra nas fragilidades da formação acadêmica inicial. Portanto, torna-se indispensável a articulação de uma rede de apoio compartilhada entre a gestão escolar, a formação continuada e a comunidade escolar para garantir o desenvolvimento motor e social digno dos estudantes.A inclusão escolar de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação Física enfrenta desafios estruturais e metodológicos no cotidiano escolar. O objetivo deste artigo foi analisar as práticas pedagógicas inclusivas voltadas para alunos com TEA nas aulas de Educação Física, identificando os principais desafios enfrentados pelos docentes e as estratégias recomendadas pela literatura. Metodologicamente, realizou-se uma revisão integrativa da literatura com base em artigos científicos nacionais publicados entre 2020 e 2025. Os resultados apontam que as principais barreiras na quadra envolvem a hiper ou hipossensibilidade sensorial dos estudantes, dificuldades na compreensão de regras abstratas e a resistência a mudanças repentinas na rotina das aulas. Como estratégias eficazes, a literatura destaca a importância do ensino estruturado, o uso de apoios visuais (cartazes e fichas) e a previsibilidade das tarefas para reduzir a ansiedade. Conclui-se que a inclusão real exige que o professor assuma uma postura de mediador ativo, mas isso esbarra nas fragilidades da formação acadêmica inicial. Portanto, torna-se indispensável a articulação de uma rede de apoio compartilhada entre a gestão escolar, a formação continuada e a comunidade escolar para garantir o desenvolvimento motor e social digno dos estudantes.
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Práticas inclusivas na educação física escolar com estudantes com transtorno do espectro autista

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.8178252608054

  • Palavras-chave: Educação Física Escolar; Transtorno do Espectro Autista; Práticas Inclusivas; Mediação Pedagógica.

  • Keywords: School Physical Education; Autism Spectrum Disorder; Inclusive Practices; Pedagogical Mediation.

  • Abstract: The school inclusion of students with Autism Spectrum Disorder (ASD) in Physical Education faces structural and methodological challenges in the daily school routine. The objective of this article was to analyze the inclusive pedagogical practices aimed at students with ASD in Physical Education classes, identifying the main challenges faced by teachers and the strategies recommended by the literature. Methodologically, an integrative literature review was conducted based on Brazilian scientific articles published between 2020 and 2025. The results indicate that the main barriers on the court involve students' sensory hyper- or hyposensitivity, difficulties in understanding abstract rules, and resistance to sudden changes in the class routine. As effective strategies, the literature highlights the importance of structured teaching, the use of visual supports (posters and cards), and the predictability of tasks to reduce anxiety. It is concluded that true inclusion requires the teacher to assume a posture of an active mediator, but this faces the weaknesses of initial academic training. Therefore, it is essential to articulate a shared support network among school management, continuing education, and the school community to ensure the dignified motor and social development of students.

  • Felipe Ribeiro
  • Luzia Inêz Oliveira Sousa
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