Integração de Escalas de Mobilidade Hospitalar com a Classificação Internacional de Funcionalidade e a Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos: Criação de Clusters - Atena EditoraAtena Editora

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Integração de Escalas de Mobilidade Hospitalar com a Classificação Internacional de Funcionalidade e a Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos: Criação de Clusters

A avaliação da mobilidade funcional em pacientes hospitalizados representa componente fundamental da prática baseada em evidências. A proliferação de instrumentos de avaliação apresenta desafios para padronização, comunicação interprofissional e pesquisa comparativa. A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) oferece linguagem padronizada internacionalmente, enquanto a Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF) proporciona estrutura específica para o raciocínio clínico fisioterapêutico no contexto nacional. A integração dessas duas classificações com escalas de mobilidade hospitalar representa oportunidade para o estabelecimento de framework clínico robusto, culturalmente adaptado e metodologicamente rigoroso. Objetivos: Estabelecer framework triplo unificado que integre seis escalas de mobilidade hospitalar com a CIF e a CBDF, visando padronizar a avaliação funcional e o raciocínio diagnóstico fisioterapêutico em pacientes críticos. Métodos: Análise sistemática de linkage entre ICU Mobility Scale, Johns Hopkins Highest Level of Mobility, Perme Intensive Care Unit Mobility Score, Surgical Optimal Mobility Score, Chelsea Critical Care Physical Assessment Tool e Physical Function in Intensive Care Test com os códigos da CIF e as categorias diagnósticas da CBDF. Dois pesquisadores independentes realizaram o mapeamento de cada item, com divergências resolvidas por consenso com terceiro especialista. Realizaram-se análises de correlação de Pearson, análise de componentes principais e agrupamento hierárquico. Resultados: Identificaram-se quatro grupos funcionais progressivos: A (Mobilidade Crítica), B (Mobilidade Assistida), C (Mobilidade Parcial) e D (Mobilidade Independente), com correspondências triplas estabelecidas entre pontuações das escalas, códigos CIF com qualificadores (0-4) e 12 categorias diagnósticas CBDF distribuídas pelos quatro grupos. Correlações fortes foram identificadas entre todos os instrumentos (r= 0,82-0,94). O primeiro componente principal explicou 78% da variância total. O agrupamento hierárquico evidenciou dois clusters distintos. Conclusões: O framework triplo proposto fornece linguagem comum para documentação clínica, pesquisa e raciocínio diagnóstico fisioterapêutico, representando avanço significativo para a prática baseada em evidências no contexto brasileiro.
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Integração de Escalas de Mobilidade Hospitalar com a Classificação Internacional de Funcionalidade e a Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos: Criação de Clusters

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.8089272608046

  • Palavras-chave: Mobilidade funcional; Unidade de terapia intensiva; Classificação Internacional de Funcionalidade; Diagnóstico fisioterapêutico; Padronização.

  • Keywords: Functional mobility; Intensive care unit; International Classification of Functioning; Physiotherapeutic diagnosis; Standardization.

  • Abstract: Background: Functional mobility assessment in hospitalized patients represents a fundamental component of evidence-based practice. The proliferation of assessment instruments poses significant challenges for standardization, interprofessional communication, and comparative research. The International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF) provides internationally standardized language, while the Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF) provides a specific structure for clinical physiotherapeutic reasoning in the national context. The integration of these two classifications with hospital mobility scales represents an opportunity to establish a robust, culturally adapted, and methodologically rigorous clinical framework. Objectives: To establish a unified triple framework integrating six hospital mobility scales with the ICF and the CBDF, aiming to standardize functional assessment and physiotherapeutic diagnostic reasoning in critically ill patients. Methods: Systematic linkage analysis between the ICU Mobility Scale, Johns Hopkins Highest Level of Mobility, Perme Intensive Care Unit Mobility Score, Surgical Optimal Mobility Score, Chelsea Critical Care Physical Assessment Tool, and Physical Function in Intensive Care Test with ICF codes and CBDF diagnostic categories. Two independent researchers performed the mapping of each item, with disagreements resolved by consensus with a third expert. Pearson correlation analyses, principal component analysis, and hierarchical clustering were performed. Results: Four progressive functional groups were identified: A (Critical Mobility), B (Assisted Mobility), C (Partial Mobility), and D (Independent Mobility), with triple correspondences established between scale scores, ICF codes with qualifiers (0-4) and 12 CBDFT diagnostic categories distributed across the four groups. Strong correlations were identified between all instruments (r= 0.82-0.94). The first principal component explained 78% of total variance. Hierarchical clustering revealed two distinct clusters. Conclusions: The proposed triple framework provides a common language for clinical documentation, research, and physiotherapeutic diagnostic reasoning, representing a significant advance for evidence-based practice in the Brazilian context.

  • Lívia Rodrigues Mello Zego
  • Caio Henrique Veloso da Costa
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