Determinantes da falha de extubação em neonatos internados em uma Unidade de Terapia Intensiva - Atena EditoraAtena Editora

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Determinantes da falha de extubação em neonatos internados em uma Unidade de Terapia Intensiva

Introdução: A falha de extubação em recém-nascidos internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) representa um importante desafio clínico, associando-se ao aumento do tempo de ventilação mecânica, maior permanência hospitalar e piores desfechos. A identificação de fatores associados pode contribuir para maior segurança no desmame ventilatório. Objetivo: Analisar os fatores associados à falha de extubação em até 72 horas em recém-nascidos internados em uma UTIN. Material e métodos: Estudo observacional analítico, transversal, com abordagem prospectiva, realizado na UTIN do HUUMI-UFMA/EBSERH, entre abril e dezembro de 2025. Incluíram-se recém-nascidos de 0 a 28 dias em ventilação mecânica invasiva por ≥24 horas, com registro de extubação. Os dados foram coletados de prontuários e analisados no STATA 14.0, utilizando testes de associação (p<0,05). Resultados: Foram analisados 187 recém-nascidos, com taxa de falha de extubação de 10,16%. Não houve associação com sexo (p=0,257), peso ao nascimento (p=0,628), idade gestacional (p=0,363), condições ao nascimento (p=0,199) ou diagnóstico clínico (p=0,347). Houve associação significativa com reanimação ao nascimento (p=0,006), maior tempo de ventilação mecânica (p=0,019) e maior tempo de internação (p=0,001). Óbito não apresentou associação (p=0,261). A extubação não programada associou-se ao óbito, enquanto a programada não demonstrou relação significativa. Conclusão: A falha de extubação esteve relacionada à maior gravidade clínica e ao tempo de suporte intensivo. A extubação não programada destacou-se como marcador de pior prognóstico. Os achados reforçam a importância de estratégias individualizadas no desmame ventilatório neonatal, apesar das limitações do estudo.
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Determinantes da falha de extubação em neonatos internados em uma Unidade de Terapia Intensiva

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.8089262627035

  • Palavras-chave: Recém-nascido; Unidade de Terapia Intensiva Neonatal; Ventilação Mecânica; Extubação; Desmame Ventilatório.

  • Keywords: Newborn; Neonatal Intensive Care Unit; Mechanical Ventilation; Extubation; Ventilatory Weaning.

  • Abstract: Introduction: Extubation failure in newborns admitted to a Neonatal Intensive Care Unit (NICU) represents a significant clinical challenge, being associated with prolonged mechanical ventilation, longer hospital stay, and worse outcomes. Identifying associated factors may contribute to greater safety during the weaning process. Objective: To analyze factors associated with extubation failure within 72 hours in newborns admitted to a NICU. Material and Methods: This was an analytical observational cross-sectional study with a prospective approach, conducted in the NICU of HUUMI-UFMA/EBSERH between April and December 2025. Newborns aged 0 to 28 days who required invasive mechanical ventilation for ≥24 hours and had a recorded extubation were included. Data were collected from medical records and analyzed using STATA 14.0, applying association tests (p<0.05). Results: A total of 187 newborns were analyzed, with an extubation failure rate of 10.16%. No significant association was found with sex (p=0.257), birth weight (p=0.628), gestational age (p=0.363), birth conditions (p=0.199), or clinical diagnosis (p=0.347). Significant associations were observed with need for resuscitation at birth (p=0.006), longer duration of mechanical ventilation (p=0.019), and longer hospital stay (p=0.001). Mortality was not associated (p=0.261). Unplanned extubation was associated with death, whereas planned extubation showed no significant relationship. Conclusion: Extubation failure was associated with greater clinical severity and prolonged intensive support. Unplanned extubation emerged as a marker of worse prognosis. These findings highlight the importance of individualized strategies in neonatal ventilatory weaning, despite the study limitations.

  • Rebeca Steffane Arruda Henriques
  • Melissa de Almeida Melo Marciel Mangueira
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