Biomarcadores de nefrotoxicidade e hepatotoxicidade induzidas por antimicrobianos: da lesão ao monitoramento clínico - Atena EditoraAtena Editora

Artigo

Baixe agora

Livros

Biomarcadores de nefrotoxicidade e hepatotoxicidade induzidas por antimicrobianos: da lesão ao monitoramento clínico

Introdução: O uso prolongado de antimicrobianos expõe rim e fígado a riscos significativos de toxicidade orgânica. Um aspecto crítico é sua capacidade de instalar-se de forma subclínica, com dano estrutural em curso antes que biomarcadores clássicos apresentem alterações detectáveis, tornando o monitoramento laboratorial sistemático uma necessidade clínica.Metodologia: Revisão narrativa com abordagem qualitativa. A busca foi realizada no PubMed, com publicações dos últimos cinco anos (2022–2026), incluindo estudos originais e revisões publicados em português, inglês ou espanhol. Resultados e Discussão: Foram identificados cinco padrões de lesão orgânica. No rim, a toxicidade tubular direta associa-se à elevação precoce de KIM-1, NGAL, NAG e clusterina, anteriormente à creatinina sérica. A toxicidade inflamatória intersticial imunomediada tem no CXCL9 urinário seu biomarcador mais específico. No fígado, identificaram-se dano hepatocelular direto e lesão colestática imunomediada. De forma transversal, os biomarcadores clássicos demonstraram elevação tardia em relação ao início da lesão celular em ambos os órgãos, ao passo que marcadores emergentes como KIM-1, clusterina, GLDH e miR-122 ampliam a janela de detecção precoce.Conclusão: A integração de marcadores estruturais precoces ao monitoramento clínico de pacientes sob uso prolongado de antimicrobianos representa uma necessidade não atendida pela prática atual e uma direção prioritária para investigações futuras.
Ler mais

Biomarcadores de nefrotoxicidade e hepatotoxicidade induzidas por antimicrobianos: da lesão ao monitoramento clínico

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.8089282604057

  • Palavras-chave: Antimicrobianos; Biomarcadores; Hepatotoxicidade; Nefrotoxicidade; Toxicidade medicamentosa

  • Keywords: Antimicrobials; Biomarkers; Hepatotoxicity; Nephrotoxicity; Drug toxicity.

  • Abstract: Introduction: Prolonged use of antimicrobials exposes the kidneys and liver to significant risks of organ toxicity. A critical aspect is their capacity to develop subclinically, with ongoing structural damage before classic biomarkers show detectable changes, making systematic laboratory monitoring a clinical necessity. Methodology: Narrative review with a qualitative approach. The search was conducted in PubMed, covering publications from the last five years (2022–2026), including original studies and reviews published in Portuguese, English, or Spanish. Results and Discussion: Five patterns of organ injury were identified. In the kidney, direct tubular toxicity is associated with early elevation of KIM-1, NGAL, NAG, and clusterin, preceding rises in serum creatinine. Immune-mediated interstitial inflammatory toxicity has urinary CXCL9 as its most specific biomarker. In the liver, direct hepatocellular damage and immune-mediated cholestatic injury were identified. Across both organs, classic biomarkers demonstrated late elevation relative to the onset of cellular injury, whereas emerging markers such as KIM-1, clusterin, GLDH, and miR-122 extend the window for early detection. Conclusion: Integrating early structural markers into the clinical monitoring of patients on prolonged antimicrobial therapy represents an unmet need in current practice and a priority direction for future research.

  • Lucas Brilhante Diniz
  • Miyrelle de Lira Silva
  • Quézia de Sousa Rosa Santos
  • Milena Motta Oliveira Lemos
  • Danielle Rocha Silva
  • Helimarcos Nunes Pereira
  • Mirian Vieira dos Santos
  • Antonio Carlos Vital Júnior
Fale conosco Whatsapp