Avanços recentes do uso de Inibidores de Esclerosina no tratamento de osteoporose em uma revisão integrativa. - Atena EditoraAtena Editora

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Avanços recentes do uso de Inibidores de Esclerosina no tratamento de osteoporose em uma revisão integrativa.

A osteoporose é uma condição caracterizada pela redução da densidade mineral óssea e pela deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, resultando em maior fragilidade e risco aumentado de fraturas, especialmente em mulheres pós-menopausa e indivíduos idosos. Ao paciente que possui esta doença, tradicionalmente o tratamento envolve medicamentos antirresortivos, além da mudança de hábitos de vida. Entretanto, novas abordagens terapêuticas têm sido estudadas de maneira com que nas medicações haja além do fator de inibição da reabsorção, também a promoção de formação óssea nesses pacientes, sobretudo naqueles em que há osteoporose grave. Nesse contexto, um anticorpo monoclonal inibidor da esclerosina, conhecido como Romosozumabe, destacou-se como uma alternativa inovadora no manejo terapêutico dessa patologia, principalmente pelo seu fator anabolizante associado ao antiressortivo. Este estudo consistiu em uma revisão integrativa, de caráter qualitativo, retrospectivo e transversal, cujo objetivo foi analisar os avanços recentes no uso dos inibidores de esclerosina no tratamento da osteoporose. A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), considerando artigos publicados entre 2020 e 2025, em língua inglesa, realizados em humanos com idade superior a 65 anos. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 29 estudos relevantes para análise. Os resultados demonstraram que o Romosozumabe apresenta um mecanismo de ação duplo que se baseia em estimular a atividade dos osteoblastos e, simultaneamente, reduzir a ação dos osteoclastos por meio da inibição da esclerosina, o que promove como se fosse uma janela anabólica ampliada. Comparado a outras terapias, como Denosumabe e bisfosfonatos, o Romosozumabe mostrou ganhos significativamente maiores de densidade mineral óssea, especialmente na coluna lombar e no quadril, além de evidenciar melhores resultados em pacientes sem uso prévio de tratamentos antirresortivos. Outro assunto que pôde ser evidenciado foi em relação à segurança do medicamento, visto que surgiram questões da sua eficácia para pacientes com desfechos cardiovasculares, no entanto, os estudos avaliados não identificaram aumento significativo de eventos graves, embora foi visto que se recmenda cautela em pacientes com comorbidades cardiovasculares. Ademais, também foi observado que a adesão ao tratamento foi menor entre indivíduos do sexo masculino e em contextos de limitação financeira, considerando o alto custo do medicamento. Sendo assim, foi possível concluir que o Romosozumabe representa uma abordagem promissora e eficaz no tratamento da osteoporose, principalmente nos casos mais graves e em pacientes com alto risco de fratura, onde seu efeito significativo na massa óssea e na qualidade estrutural do osso foi o mais destacado, além do fator de inibir a degeneração do tecido causada pela doença.
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Avanços recentes do uso de Inibidores de Esclerosina no tratamento de osteoporose em uma revisão integrativa.

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.82082126020114

  • Palavras-chave: : Osteoporose; Romosozumabe; Esclerosina; Densidade mineral óssea; Terapia anabólica.

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  • Diego Henrique Barbosa Dos Reis
  • Ramon Fraga de Souza Lima
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