ARTIFICIAL INTELLIGENCE APPLIED TO DERMATOLOGICAL DIAGNOSIS: WHERE ARE WE? / INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL APLICADA AO DIAGNÓSTICO DERMATOLÓGICO: EM QUE PONTO ESTAMOS? - Atena EditoraAtena Editora

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ARTIFICIAL INTELLIGENCE APPLIED TO DERMATOLOGICAL DIAGNOSIS: WHERE ARE WE? / INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL APLICADA AO DIAGNÓSTICO DERMATOLÓGICO: EM QUE PONTO ESTAMOS?

INTRODUÇÃO:À dermatologia, por sua natureza visual, tem se mostrado um campo especialmente favorável para a aplicação da inteligência artificial (IA) no diagnóstico de lesões cutâneas. Desde 2017, avanços em deep learning e redes neurais permitiram que algoritmos atingissem desempenho comparável ao de especialistas no reconhecimento de neoplasias, como melanoma e carcinoma basocelular. Atualmente, a IA é aplicada em diversas modalidades de imagem, incluindo dermatoscopia e fotografias clínicas, utilizando ferramentas avançadas como Efficient Net, ResNet e técnicas de segmentação (U-Net). Novas abordagens buscam reduzir vieses e aumentar a confiança clínica, embora desafios persistem, como a representatividade limitada dos dados e a necessidade de validação clínica robusta.OBJETIVO:O objetivo deste trabalho foi compreender a aplicação da IA no diagnóstico dermatológico, destacando avanços tecnológicos e desafios para sua integração na prática clínica.MÉTODOS:Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa e descritiva, por meio da base PubMed (MEDLINE). Utilizaram-se os descritores MeSH: (“Artificial Intelligence” OR “Machine Learning”) AND (“Skin Neoplasms” OR “Dermatology”) AND (“Diagnosis” OR “Image Interpretation, Computer-Assisted”). Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2025, em inglês, com texto completo, relacionados ao uso de IA no diagnóstico de lesões cutâneas. Após a triagem e exclusões, 144 estudos foram selecionados e analisados de forma qualitativa quanto às aplicações clínicas, tipo de lesão e desempenho dos modelos.RESULTADOS:A inteligência artificial (IA) é amplamente aplicada na dermatologia, sobretudo para melanomas e outras lesões pigmentadas. As Redes Neurais Convolucionais (CNN), um modelo de deep learning, como ResNet e Inception, são as mais usadas e demonstram alto desempenho, entre 74% e 98%, comparável ou até superior ao de especialistas. As técnicas de machine learning, tais como Suport Vector Machine (SVM) e Random Forest, também são utilizadas, porém com desempenho inferior pela necessidade de correção manual de erros. As aplicações práticas da IA incluem softwares integrados à dermatoscopia digital e à fotografia corporal total, exemplificados pelo MoleAnalyzer Pro e DEXI, além de aplicativos móveis como o SkinVision, com bons índices de sensibilidade (80%) e especificidade (78%). Entretanto, a aplicação da IA ainda exige uma validação clínica robusta e apresenta desafios, como o viés nos dados, ausência de padronização e a necessidade de confirmação diagnóstica por biópsia e exame histopatológico.CONCLUSÃO:A inteligência artificial tem se destacado como uma ferramenta valiosa na dermatologia, com avanços em deep learning e redes neurais que possibilitam desempenho comparável ao dos médicos. Suas aplicações vão da dermatoscopia digital a aplicativos móveis, ampliando o suporte diagnóstico. No entanto, desafios como a representatividade limitada nos bancos de dados, falta de diretrizes padronizadas e necessidade de validação multicêntrica ainda limitam sua implementação clínica. Assim, a IA deve ser vista como um complemento ao trabalho médico, capaz de otimizar a triagem e acelerar decisões clínicas com maior segurança.
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ARTIFICIAL INTELLIGENCE APPLIED TO DERMATOLOGICAL DIAGNOSIS: WHERE ARE WE? / INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL APLICADA AO DIAGNÓSTICO DERMATOLÓGICO: EM QUE PONTO ESTAMOS?

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.1595312602012

  • Palavras-chave: Dermatologia; Inteligência Artificial; Diagnóstico.

  • Keywords: Dermatology; Artificial Intelligence; Diagnosis.

  • Abstract: INTRODUCTION:Dermatology, due to its visual nature, has proven to be a particularly favorable field for the application of artificial intelligence (AI) in the diagnosis of skin lesions. Since 2017, advances in deep learning and neural networks have enabled algorithms to achieve performance comparable to that of specialists in recognizing neoplasms such as melanoma and basal cell carcinoma. Currently, AI is applied across multiple imaging modalities, including dermoscopy and clinical photography, using advanced tools such as EfficientNet, ResNet, and segmentation techniques (U-Net). New approaches aim to reduce biases and increase clinical confidence, although challenges remain, such as limited data representativeness and the need for robust clinical validation.OBJECTIVE:The objective of this study was to understand the application of AI in dermatological diagnosis, highlighting technological advances and challenges for its integration into clinical practice.METHODS:A narrative literature review with a qualitative and descriptive approach was conducted using the PubMed (MEDLINE) database. The following MeSH descriptors were used: (“Artificial Intelligence” OR “Machine Learning”) AND (“Skin Neoplasms” OR “Dermatology”) AND (“Diagnosis” OR “Image Interpretation, Computer-Assisted”). Articles published between 2015 and 2025, in English, with full text available and related to the use of AI in the diagnosis of skin lesions were included. After screening and applying exclusion criteria, 144 studies were selected and analyzed qualitatively regarding clinical applications, lesion types, and model performance.RESULTS:Artificial intelligence is widely applied in dermatology, particularly for melanoma and other pigmented lesions. Convolutional Neural Networks (CNNs), deep learning models such as ResNet and Inception, are the most frequently used and demonstrate high performance, ranging from 74% to 98%, comparable to or even exceeding that of specialists. Machine learning techniques such as Support Vector Machines (SVM) and Random Forest are also utilized but show lower performance due to the need for manual error correction. Practical applications of AI include software integrated with digital dermoscopy and total body photography, exemplified by MoleAnalyzer Pro and DEXI, as well as mobile applications such as SkinVision, which demonstrate good sensitivity (80%) and specificity (78%). However, AI application still requires robust clinical validation and faces challenges such as data bias, lack of standardization, and the need for diagnostic confirmation via biopsy and histopathological examination.CONCLUSION:Artificial intelligence has emerged as a valuable tool in dermatology, with advances in deep learning and neural networks enabling performance comparable to that of physicians. Its applications range from digital dermoscopy to mobile applications, expanding diagnostic support. Nevertheless, challenges such as limited representativeness in databases, lack of standardized guidelines, and the need for multicenter validation continue to limit its clinical implementation. Therefore, AI should be regarded as a complement to medical practice, capable of optimizing screening and accelerating clinical decision-making with greater safety.

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