Reflexões filosóficas nas obras de Hamlet e Wether sobre a morte
Este texto tem como objetivo mostrar as ligações que se estabelecem entre as narrativas literárias e filosóficas, que evidenciam o interesse dos autores pela reflexão sobre a existência humana em suas vicissitudes e circunstâncias. Para tal, analisam-se as contribuições filosóficas nas obras de Hamlet, de William Shakespeare, e Werther, de Johann Wolfgang von Goethe, no que diz respeito à condição humana: a finitude como limite da vida humana. Planteamos a questão que orienta o argumento: por trás de toda obra literária subjaz a inquietação de seu autor pela reflexão sobre a natureza humana e suas circunstâncias existenciais? Isso se complementa com a hipótese que afirma: todo criador literário, a partir de “sua” razão e intuição pessoal, reflete sobre a vida e a existência; faz filosofia.
Seguimos uma metodologia de análise de conteúdo a partir de duas obras literárias, cujo tema é a morte. Recorremos à hermenêutica para destacar e precisar o sentido filosófico presente na argumentação literária; partimos da ideia de que, na filosofia, todo argumento constitui uma construção literária, uma poiesis enquanto criação. Historicamente, tem-se constatado uma estreita relação entre filosofia e literatura; assim, é possível argumentar que o interesse em compreender o espanto do ser, do cosmos, da vida, tem motivado, a partir da sensação, do pensamento e da razão, a consciência humana por meio de diversas narrativas que explicam a gênese e os desdobramentos, a criação e o fim dos acontecimentos. Em diversos textos, é possível encontrar filosofia e literatura, ou vice-versa.
Reflexões filosóficas nas obras de Hamlet e Wether sobre a morte
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DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.816X222622054
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Palavras-chave: '
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Keywords: '
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Abstract:
Este texto tem como objetivo mostrar as ligações que se estabelecem entre as narrativas literárias e filosóficas, que evidenciam o interesse dos autores pela reflexão sobre a existência humana em suas vicissitudes e circunstâncias. Para tal, analisam-se as contribuições filosóficas nas obras de Hamlet, de William Shakespeare, e Werther, de Johann Wolfgang von Goethe, no que diz respeito à condição humana: a finitude como limite da vida humana. Planteamos a questão que orienta o argumento: por trás de toda obra literária subjaz a inquietação de seu autor pela reflexão sobre a natureza humana e suas circunstâncias existenciais? Isso se complementa com a hipótese que afirma: todo criador literário, a partir de “sua” razão e intuição pessoal, reflete sobre a vida e a existência; faz filosofia.
Seguimos uma metodologia de análise de conteúdo a partir de duas obras literárias, cujo tema é a morte. Recorremos à hermenêutica para destacar e precisar o sentido filosófico presente na argumentação literária; partimos da ideia de que, na filosofia, todo argumento constitui uma construção literária, uma poiesis enquanto criação. Historicamente, tem-se constatado uma estreita relação entre filosofia e literatura; assim, é possível argumentar que o interesse em compreender o espanto do ser, do cosmos, da vida, tem motivado, a partir da sensação, do pensamento e da razão, a consciência humana por meio de diversas narrativas que explicam a gênese e os desdobramentos, a criação e o fim dos acontecimentos. Em diversos textos, é possível encontrar filosofia e literatura, ou vice-versa.
- J. Loreto Salvador Benítez