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Aplicativos móveis para suporte em parada cardiorrespiratória: revisão sobre usabilidade e eficácia

O objetivo deste estudo foi analisar a eficácia e a usabilidade de aplicativos móveis voltados ao suporte em situações de parada cardiorrespiratória (PCR). Realizou-se uma revisão narrativa e integrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e LILACS, considerando artigos publicados nos últimos dez anos, incluindo estudos sobre aplicativos no suporte básico e avançado de vida, com foco em desempenho da ressuscitação cardiopulmonar (RCP), facilidade de uso, design centrado no usuário e alinhamento às diretrizes internacionais. Os resultados indicam que essas ferramentas podem ser úteis tanto para leigos quanto para profissionais de saúde, oferecendo instruções passo a passo, integração com serviços de emergência e, em alguns casos, feedback em tempo real sobre a qualidade das compressões, contribuindo para reduzir o tempo-resposta, aumentar a adesão a protocolos e melhorar as chances de sobrevida em contextos intra e extra-hospitalares. Aplicativos estruturados conforme recomendações da American Heart Association (AHA) e do European Resuscitation Council (ERC) apresentaram maior impacto, reforçando parâmetros como frequência, profundidade e minimização de interrupções. No entanto, limitações importantes foram identificadas: muitos aplicativos comerciais carecem de validação científica, contêm informações desatualizadas ou não seguem integralmente as diretrizes internacionais, comprometendo a segurança clínica, e a adesão prática depende de fatores como usabilidade, confiança do usuário, experiência prévia e condições emocionais durante a emergência. Barreiras adicionais incluem dependência de conectividade, sensores específicos, GPS e bateria, além da predominância de estudos em manequins ou simulações, restringindo a aplicação em cenários reais, enquanto questões de privacidade de dados e responsabilidade legal permanecem pouco exploradas. Esses achados reforçam que os aplicativos móveis são ferramentas promissoras na Medicina de Urgência, oferecendo acessibilidade, apoio a leigos em situações críticas e treinamento para profissionais de saúde, mas não substituem o treinamento formal em RCP. Conclui-se que os aplicativos representam instrumentos inovadores para otimizar a resposta à PCR, mas ainda requerem validação clínica robusta, integração aos protocolos oficiais e articulação com os serviços de saúde para garantir uso seguro e efetivo.
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Aplicativos móveis para suporte em parada cardiorrespiratória: revisão sobre usabilidade e eficácia

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.82082126020111

  • Palavras-chave: Aplicativos móveis; Design Centrado no Usuário; Medicina de Emergência; Parada cardíaca; Reanimação Cardiopulmonar

  • Keywords: Cardiac arrest; Cardiopulmonary resuscitation; Emergency medicine; Mobile applica-tions; User-centered design.

  • Abstract: The objective of this study was to analyze the effectiveness and usability of mobile applications designed to support cardiopulmonary arrest (CPA) situations. A narrative and integrative literature review was conducted in the PubMed, SciELO, and LILACS databases, considering articles published in the last ten years, including studies on applications in both basic and advanced life support, with a focus on cardiopulmonary resuscitation (CPR) performance, ease of use, user-centered design, and alignment with international guidelines. The results indicate that these tools may be useful for both laypersons and healthcare professionals, offering step-by-step instructions, integration with emergency services, and, in some cases, real-time feedback on compression quality. They contribute to reducing response time, increasing adherence to protocols, and improving survival rates in both in-hospital and out-of-hospital contexts. Applications structured in accordance with recommendations from the American Heart Association (AHA) and the European Resuscitation Council (ERC) demonstrated greater impact, reinforcing parameters such as compression rate, depth, and minimization of interruptions. However, important limitations were identified: many commercial applications lack scientific validation, contain outdated information, or do not fully comply with international guidelines, thereby compromising clinical safety. Practical adherence also depends on factors such as usability, user confidence, previous experience, and emotional conditions during emergencies. Additional barriers include dependence on connectivity, specific sensors, GPS, and battery life, as well as the predominance of studies conducted on mannequins or simulations, which restrict application in real-life scenarios, while issues related to data privacy and legal responsibility remain underexplored. These findings reinforce that mobile applications are promising tools in Emergency Medicine, offering accessibility, support for laypersons in critical situations, and training for healthcare professionals, but they do not replace formal CPR training. It is concluded that mobile applications represent innovative instruments to optimize the response to CPA, but they still require robust clinical validation, integration into official protocols, and articulation with health services to ensure safe and effective use.

  • Gustavo Francisco Santos da Silva
  • Carlos Denilson Silva Soares
  • Caio Augusto Freitas Bizerra
  • Giovani Bonassoli Fernandes
  • Rafael Vieira Lopes
  • Matheus Henrique de Andrade Pereira
  • Matheus Henrique Santos Ananias
  • Stephanie Vitoria Rodrigues Mendes Rheio
  • Stéphanie Sampaio Dallagnol
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