Perfil Epidemiológico da Meningite Sorotipo C Pediátrica no Brasil e sua Correlação com a Cobertura Vacinal: 2015 a 2024 - Atena EditoraAtena Editora

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Perfil Epidemiológico da Meningite Sorotipo C Pediátrica no Brasil e sua Correlação com a Cobertura Vacinal: 2015 a 2024

Introdução: A meningite consiste na inflamação das meninges no sistema nervoso central, caracterizada por elevada morbimortalidade na infância (SILVA et al., 2024). A vacinação representa a principal estratégia de prevenção, tendo a introdução da vacina meningocócica C no Programa Nacional de Imunizações e reduzindo a incidência da doença no Brasil (SILVA et al., 2023). Entretanto, discrepâncias regionais da cobertura vacinal têm favorecido o ressurgimento de casos, reforçando a relevância de estudos que analisem e orientem políticas públicas para o controle da doença (SILVA; OLIVEIRA; ARRAIS, 2023). Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico da meningite em crianças menores de cinco anos nas cinco regiões brasileiras no período de 2015 a 2024 e relacionar a cobertura vacinal para o sorogrupo C. Metodologia: Estudo ecológico, descritivo, quantitativo, retrospectivo, baseado em dados secundários obtidos de fontes oficiais do Ministério da Saúde do Brasil, obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do DATASUS, na plataforma TABNET, entre 2015 a 2024. As variáveis analisadas foram faixa etária, sexo, raça/cor, região de notificação e a cobertura vacinal da meningocócica C conjugada. Resultados/Discussão: Dos resultados encontrados, o Sudeste apresentou as maiores taxas de notificação (59,2%), que podem ser explicadas pela maior concentração populacional, ampla capacidade diagnóstica ou pela menor taxa média de vacinação (68,89%). Estudos confirmam que essa região é a mais afetada desde 1980. (LEMOS et al., 2007; CRUZ et al., 2022). A análise dos casos evidencia que a população branca foi a mais acometida pelo sorogrupo C (MM e MCC), com 45,6%. Quanto ao sexo, o masculino concentrou 61,8%, confirmando maior impacto entre homens. Esses achados estão em consonância com estudos nacionais baseados em dados do SINAN/DATASUS (LIMA et al., 2020). Um fator relevante a ser considerado é a pandemia de COVID-19 (2020–2021), durante a qual observou-se uma redução nas notificações de casos, com quedas de 59,4% em 2020 e 63,4% em 2021. Essa diminuição pode estar associada às medidas de distanciamento social e ao uso generalizado de máscaras, que impactaram tanto na incidência da doença meningocócica quanto na adesão às campanhas de vacinação (SHAW et al, 2023; ALDERSON et al., 2022). A expressiva redução observada em 2024, uma queda de 79,2% em relação à média do período de 2015 a 2019, pode estar associada tanto à subnotificação de casos nesse intervalo quanto ao impacto positivo das campanhas de vacinação. Nesse contexto, destaca-se a introdução da vacina conjugada contra o meningococo do sorogrupo C, em 2010, que contribuiu para uma redução significativa na incidência da doença, evidenciando o papel fundamental da imunização no seu controle (CRUZ et al., 2022). Conclusão: A região Sudeste concentra o maior índice de meningite e fatores externos como alta densidade populacional, maior capacidade diagnóstica e baixa cobertura vacinal contribuem com o achado. Homens da raça branca são os mais acometidos e o Sorogrupo C, coberto no Programa Nacional de Imunização, é o principal agente envolvido. Isso reforça a necessidade do aprimoramento das ações de profilaxia primária, bem como identificação, vigilância e assistência em saúde dos casos para a elaboração de políticas públicas.
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Perfil Epidemiológico da Meningite Sorotipo C Pediátrica no Brasil e sua Correlação com a Cobertura Vacinal: 2015 a 2024

  • DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.84026200524

  • Palavras-chave: -

  • Keywords: -

  • Abstract: -

  • Suelen Rodrigues Lopes
  • Raquel de Castro Telli
  • Camila Gonçalves Sanches
  • Mary Ana Carvalho Mendes
  • Suelen Cazelatto Borges
  • Gabriela Sanches Morais
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